Negociações

Bancários fazem pleitos para nova convenção

01:00 · 28.04.2018

Com a última convenção coletiva, aprovada em 2016, vencendo esse ano, os bancários se prepara para negociar os novos termos para definição das condições de trabalho dos próximos anos. E o primeiro pacto após a aprovação da Reforma Trabalhista será extremamente importante para a classe, segundo defende Juvandia Moreira, presidente do Comando Nacional dos Bancários e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A representante do Contraf-CUT está na Capital para participar, nos dias 27 e 28 deste mês - sexta e sábado - do Encontro Estadual dos Bancários do Ceará. Juvandia tem viajado o país para reunir as reivindicações dos profissionais dos sindicatos para buscar o consenso para uma proposta única de negociação com todos os bancos, tanto públicos quanto privados.

Ao Diário do Nordeste, Moreira afirmou que o Contraf-CUT deverá entregar um documento com os pleitos da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) até o dia 12 de junho, dois dias após a convenção nacional do Contraf. A convenção coletiva de 2016 vence no próximo dia 31 de agosto deste ano.

Novas regras

Umas das reivindicações da classe, segundo Juvandia, é que os bancos têm aplicado elementos da Reforma Trabalhista antes do vencimento da última convenção coletiva. A aplicação das novas condições de trabalho tem gerado preocupação nos sindicatos dos bancários pelo País, que temem novas demissões. Dados repassados pelo Contraf de 2015 apontam que existiam 512 mil bancários no Brasil, em 2017 esse número era de 485 mil.

"Essa negociação é extremamente importante e nossa pauta tem sido preparada com as convenções estaduais e com a nacional para fechar uma mesa única de diálogo para que as mudanças possam valer para toda a classe", disse Juvandia.

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