Bancários cearenses mantêm greve - Negócios - Diario do Nordeste

Fim em outros estados

Bancários cearenses mantêm greve

27.09.2012

Apenas no Ceará e no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, houve rejeição de todos os bancos

Fortaleza/São Paulo. Mesmo com a decisão do Comando Nacional dos Bancários, que decidiu o fim da greve nos bancos na noite de ontem, a diretoria do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb/CE) decidiu, em assembleia, rejeitar todas as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A decisão vale tanto para os bancos privados quanto para os públicos, segundo o diretor do Seeb/CE, Clécio Morse. "Cada sindicato é autônomo e deliberamos o fechamento dos bancos privados e públicos", enfatizou Clécio. Ontem ocorreram, no Estado, negociações de propostas específicas com a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste. Até agora, 358 agências do Ceará aderiram ao movimento, de 484 mais 25 unidades. Apenas no Ceará e no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul houve rejeição de todos os bancos pelo retorno.

Paralisação

A maioria dos sindicatos da categoria seguiu a orientação da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) de aprovar a proposta dos sindicatos patronais. A nova proposta da Fenaban elevou para 7,5% o reajuste salarial da categoria (aumento real representando 2%).

Pela nova proposta, as cláusulas econômicas da convenção coletiva dos bancários devem ficar assim: reajuste de 7,5% (aumento real de 2,02% pelo INPC); piso de R$ 1.519 (reajuste de 8,5%, o que significa 2,95% de ganho real); piso dos caixas de R$ 2.056,89 (8,5% de reajuste); auxílio-refeição de R$ 472,15 (R$ 21,46 por dia), com reajuste de 10%; cesta-alimentação de R$ 367,90 (reajuste de 10%); PLR (Participação nos Lucros e Resultados 90% do salário mais R$ 1.540 fixos (reajuste de 10%), com teto de R$ 8.414,34 (reajuste de 10%).

Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados para 2,2 salários, com teto de R$ 18.511,54 (10% de reajuste).

A proposta inclui ainda PLR adicional 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 3.080 (reajuste de 10%); antecipação da PLR 54% do salário mais valor fixo de R$ 924, com teto de R$ 5.166,01 e parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre distribuído linearmente, com teto de R$ 1.540.

Nove dias parados

Os bancários deflagraram a greve nacional no dia 18 de setembro, depois de rejeitarem a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais.

A greve ganhou força durante a semana passada. Enquanto a adesão foi de 5.132 agências e centros administrativos (24% das 21.713 localidades em todo o país) no primeiro dia de paralisação, esse número cresceu 77% e chegou 9.092 locais (42%) no 4º dia de greve, segundo o sindicato da categoria.

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