Para suspender prisão

Turma do STF forma maioria para negar pedido de Lula

Ex-presidente também é alvo de ação na 13ª Vara Federal de Curitiba por supostas reformas feitas no sítio, no valor de R$ 1,05 milhão ( Foto: AFP )
00:00 · 10.05.2018 / atualizado às 00:40

Brasília/Curitiba. O ministro Ricardo Lewandowski votou ontem contra o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele seja solto. Embora com ressalvas nos argumentos, ele seguiu o voto do relator, ministro Edson Fachin, o que soma quatro votos contrários ao ex-presidente.

Também ontem, o ministro Gilmar Mendes votou contra o recurso de Lula. O ministro Dias Toffoli também negou o pedido de liberdade.

Participam do julgamento do recurso os cinco ministros que compõem a Segunda Turma do STF - além de Fachin, Mendes, Toffoli, Lewandwoski e o ministro Celso de Mello, único que ainda não votou, o que pode ser feito a qualquer momento.

O julgamento, iniciado na última sexta-feira (4), ocorre no plenário virtual, ambiente em que os ministros votam remotamente. O prazo para que seja concluída a análise do recurso se encerra hoje às 23h59. Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelo crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP). Ontem, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), disse que pediu à Justiça Federal para que os militantes que acampam perto da sede da PF em solidariedade ao ex-presidente, sejam retirados de lá.

Atibaia

Ex-chefe do gabinete pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva durante os oito anos do mandato presidencial, Gilberto Carvalho afirmou em depoimento ao juiz Sergio Moro que o ex-presidente só soube do sítio de Atibaia em 15 de janeiro de 2011, depois que deixou o mandato. Segundo ele, foi o próprio Lula quem lhe falou sobre a oferta de empréstimo do sítio, que havia sido feita pela família Bittar. Lula é alvo de ação na 13ª Vara Federal de Curitiba por reformas feitas no sítio, no valor de R$ 1,05 milhão, pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e pelo pecuarista José Carlos Bumlai.

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