Silêncio de Cunha

Temer nega ter obstruído Justiça

00:00 · 15.06.2018
Image-0-Artigo-2414183-1
O Planalto reafirmou que o presidente Michel Temer não agiu para comprar silêncio de ex-deputado ( Foto: Ag. Brasil )

Brasília. O Palácio do Planalto reafirmou, em nota oficial, que o presidente Michel Temer jamais incentivou pagamentos ilícitos ao ex-deputado Eduardo Cunha em troca de seu silêncio. 

A nota do Planalto foi divulgada ontem, após a entrega do relatório final da Polícia Federal (PF) à Justiça Federal sobre as investigações da Operação “Cui Bono?”. A operação investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica no período entre 2011 e 2013. O relatório confirmaria a suposta intenção do presidente de comprar o silêncio de Cunha, configurando obstrução de Justiça.

“É mentirosa a insinuação de que o presidente Michel Temer incentivou pagamentos ilícitos ao ex-deputado Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro. Isso jamais aconteceu. Apesar da ausência absoluta de provas, investigadores insistem em retirar do contexto diálogos e frases”, diz a nota.

O assunto surgiu em maio do ano passado após delação do empresário Joesley Batista. Ele gravou uma conversa com o presidente da República e usou o áudio para acusá-lo à Justiça. É nessa gravação que se ouve o presidente dizendo “tem que manter isso, viu?”. Temer defende que a frase é uma resposta à afirmação do empresário, que disse estar “de bem” com Cunha. 

O próprio ex-deputado já negou algumas vezes essa tentativa de silenciá-lo.

Prorrogação

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a prorrogação por 60 dias das investigações de um inquérito instaurado no âmbito da delação da Odebrecht contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB).

Caberá ao relator do caso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, decidir se atende ou não ao pedido para prorrogar as investigações.

Coronel Lima

O coronel aposentado João Baptista Lima Filho, investigado pela suspeita de ser operador do presidente Michel Temer, pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a restituição de dois computadores, dois celulares e um tablet que foram apreendidos pela PF.

Os equipamentos foram apreendidos em 2017, na Operação Patmos, na casa do coronel e na Argeplan, empresa dele.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.