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Supremo torna Geddel, irmão e mãe réus em ação

00:00 · 09.05.2018

Brasília. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, ontem (8), por unanimidade, pelo recebimento da denúncia por lavagem de dinheiro e associação criminosa contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima; seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA); e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, de 84 anos. Por unanimidade, foi mantida a prisão preventiva do ex-ministro, que está há oito meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O caso está relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento de um amigo de Geddel em Salvador.

Ele foi preso preventivamente em 8 setembro do ano passado, três dias após o dinheiro ser encontrado. Fachin afirmou haver "elementos suficientes" para justificar a abertura de ação penal, com base em depoimentos, provas documentais e periciais.

O relator descreveu crimes de corrupção e peculato que são investigados em outros inquéritos como suficientes para indicar a origem do dinheiro e a existência de associação criminosa no seio da família Vieira Lima. O processo agora passará para uma nova etapa de apuração, com prováveis novas diligências e coleta de depoimentos.

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-geral da República, em dezembro. Segundo ela, a quantia milionária é a maior apreensão de dinheiro vivo da história do Ministério Público Federal. Segundo a defesa de Geddel, a origem dos R$ 51 milhões decorre da "simples guarda de valores em espécie".

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