Em São Paulo

Suposto operador do PSDB é preso

Investigações apontaram ligação de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, com o senador José Serra ( Foto: AE )
00:00 · 07.04.2018

São Paulo. O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso na sexta pela Polícia Federal, que cumpriu ordem da 5ª Vara Federal de São Paulo atendendo pedido da força tarefa da Operação Lava-Jato no estado.

O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pediu a prisão preventiva de Souza e outros quatro suspeitos por formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

Em março, a Lava-Jato denunciou o ex-diretor por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011. O recurso era destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a construção do Rodoanel, obra realizada na gestão do tucano José Serra (2007-2010).

A juíza do caso, Maria Isabel do Prado, autorizou também um mandado de busca e apreensão na casa de Souza. Ainda pela manhã, ele foi transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros.

Serra

Durante as investigações da Lava-Jato, de que Souza seria operador de Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos da obra viária, o ex-diretor foi citado por sete delatores (da Odebrecht, Andrade Gutierrez e pelo operador Adir Assad), e apareceu em depoimentos de outros três executivos da OAS e da Queiroz Galvão. Segundo os executivos, ele pediu a dez empreiteiras que fizeram o trecho sul do Rodoanel, na Grande SP, um suborno equivalente a 0,75% de tudo que elas recebessem. A obra custou R$ 3,5 bilhões em valores da época e foi inaugurada em 2010.

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