Dorothy Stang

STF manda soltar um dos assassinos

00:27 · 23.08.2012
O ministro do STF entendeu que Galvão só pode ser preso quando o processo contra ele transitar em julgado (não couber mais recursos) FOTO: FUTURA PRESS

Belém O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, um dos condenados pela morte, em 2005, no Pará, da missionária norte-americana Dorothy Stang.

Mello concedeu decisão liminar favorável anteontem em resposta a um habeas corpus pedindo a liberdade de Galvão. A decisão já foi enviada à Justiça do Pará, que teria que emitir ainda ontem o alvará de soltura, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça.

O ministro do STF entendeu que Galvão só pode ser preso quando o processo contra ele transitar em julgado (não couber mais recursos). Ainda segundo o ministro, não há provas de que, em liberdade, ele ofereça risco ao andamento processual. Galvão foi condenado, em maio de 2010, a 30 anos de prisão em regime inicialmente fechado, acusado de ser o mandante da morte de Dorothy.

Ele havia tentado obter a liberdade no Superior Tribunal de Justiça, mas seus pedidos foram negados. Com a decisão do STF, Taradão será o segundo em liberdade, dos cinco condenados.

O outro que está livre, Clodoaldo Batista - acusado de coautoria no crime -, está foragido desde fevereiro de 2011.

A missionária Dorothy Stang foi assassinada em fevereiro de 2005 na região de Anapu. O motivo, segundo a Promotoria, foi a disputa de terras com fazendeiros da região. Além de Regivaldo, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi considerado outro mandante do crime. Amair Feijoli da Cunha foi acusado de ser intermediário e Rayfran das Neves Sales, de ser o autor do crime.

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