Dia do Trabalho

Sindicalistas promovem atos e shows em capitais

Em São Paulo, shows de artistas populares e sorteios de prêmios atraem milhares de trabalhadores na praça Campo de Bagatelle, na zona norte ( Foto: Força Sindical )
00:00 · 01.05.2018
São Paulo. As centrais sindicais realizarão hoje atos e shows pelo País para marcar o Dia do Trabalho. Em São Paulo, a CUT promove shows a partir das 12h, na praça da República, com Liniker, Chico César, Leci Brandão e Preta Rara. Na praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo, a programação da Força Sindical começa às 8h, com shows de artistas como Leonardo, Simone e Simaria e Maiara e Maraisa, e sorteio de prêmios.

Em Curitiba, sete centrais sindicais do país incluirão às reivindicações do Dia do Trabalho a libertação do ex-presidente Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril. Um ato unificado será realizado na capital paranaense hoje (1), a partir das 14h.

As centrais participantes são: CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil), Nova Central, CSB (Central dos Sindicatos do Brasil) e Intersindical. O ato será realizado na praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, com shows de artistas como Beth Carvalho, Ana Cañas e o rapper Renegado.

A partir das 16h, começam os discursos políticos. Movimentos sociais como MST, MTST, UNE e Central de Movimentos Populares também confirmaram presença. Na página oficial, a CUT afirmou que Lula é “mantido como preso político” e que elegê-lo para a Presidência “é a chance que a classe trabalhadora tem de conseguir resgatar direitos perdidos nos últimos anos”.

Reformas

Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da Força, afirma que a pauta única dos movimentos continua a ser a questão do emprego e contra as reformas Trabalhista e da Previdência. 

Segundo ele, o ato na capital paranaense será contra a prisão em segunda instância, mas “vai acabar virando um ato pró-Lula”, o que ele diz não ter problema nenhum. A CSP Conlutas não aderiu à mobilização unificada em defesa de Lula e fará atos pelo País e nas periferias de São Paulo contra as reformas do governo Temer e a violência policial contra pobres e negros. “Esses são os eixos que unificam, mas parte das centrais colocou a defesa de Lula”, disse Paulo Barela, integrante do sindicato.

O dirigente discorda da ideia de que o ex-presidente é inocente. “Não achamos que Lula está preso porque existe uma conspiração da direita, dos governos burgueses, para tirá-lo da eleição. Óbvio que esses interesses estão implícitos, mas concretamente está preso porque se envolveu em corrupção”, afirmou.

Lula foi condenado, em janeiro, a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (litoral paulista).

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