Lula na PF

Senadores vão vistoriar cela

00:00 · 17.04.2018

Curitiba. A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, autorizou fiscalização da Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre as condições da "Sala Especial" em que o ex-presidente Lula está encarcerado para cumprir pena de 12 anos e um mês.

"Embora não tenha chegado ao conhecimento deste Juízo qualquer informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, já dotadas de defesas técnicas constituídas, tampouco tenha sido expressa no ofício a motivação da aprovação da diligência, dê-se, desde logo, ciência à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e ao Ministério Público Federal", anotou.

Os parlamentares aprovaram a diligência no dia 11 de abril. O requerimento foi proposto pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Durante a votação, não havia nenhum parlamentar situacionista.

A comitiva deve ser integrada pela autora do requerimento e também por Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ângela Portela (PDT-RR), Fatima Bezerra (PT-RN), Telmário Mota (PDT-RR), Paulo Paim (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Rocha (PT-PA).

Já a Secretaria de Segurança Pública do Paraná afirmou, ontem, que chegou a um acordo com lideranças do acampamento "Lula Livre" para que deixem o entorno da PF, em Curitiba, até 18h de hoje. Como contrapartida, a Prefeitura deve pedir a suspensão da ação que resultou em multa de R$ 500 mil para cada dia após decisão judicial que proibiu a ocupação do local.

Invasão

Lula foi condenado, em segunda instância, em janeiro, no caso do tríplex do Guarujá (litoral paulista), apontado na ação penal como meio de ocultar o pagamento de propina pela empreiteira OAS, o que a defesa do ex-presidente negou nas duas instâncias, ao longo do processo.

Na manhã de ontem, um grupo de manifestantes invadiu o prédio e, depois de três horas, deixou pacificamente o local, após conversar com a Polícia Militar. O pré-candidato à Presidência do PSOL, Guilherme Boulos, participou do ato. "Se o tríplex é dele, então o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, precisam explicar por que ele está preso", disse Boulos, líder do MTST (movimento dos sem-teto).

Representantes das polícias Civil, Militar, além de advogados dos manifestantes, fizeram uma vistoria no local para verificar se há indícios de depredação ou arrombamentos. Até ontem, faltava sair a perícia da PF.

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