A ministro do STF

Segovia prestará esclarecimentos

00:00 · 15.02.2018
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Diretor-geral da PF virou alvo de críticas após insinuar arquivamento de investigação contra Temer ( Foto: AFP )

Brasília. O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, irá responder aos questionamentos do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, na próxima segunda, às 17h.

No último sábado, Barroso mandou intimar Segovia para esclarecimentos, após o diretor-geral da PF, em entrevista à Reuters, indicar que a tendência é que as investigações contra o presidente Michel Temer sobre o Decreto dos Portos sejam arquivadas. Barroso é relator do inquérito, em tramitação no Supremo. 

“Tendo em vista que tal conduta, se confirmada, é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal, determino a intimação do Senhor Diretor da Polícia Federal, delegado Fernando Segovia, para que confirme as declarações que foram publicadas, preste os esclarecimentos que lhe pareçam próprios e se abstenha de novas manifestações a respeito”, diz o despacho de Barroso.

Em nota, Segovia afirmou que “em momento algum disse à imprensa que o inquérito será arquivado”. Na intimação, Barroso ainda pediu que o Ministério Público Federal, como órgão de controle externo das atividades policiais, também tome as providências “que entender cabíveis”.

Comissão de Ética

A Comissão de Ética Pública da Presidência vai analisar o caso de Segovia na próxima segunda, em uma reunião do colegiado. 

Segundo o presidente da comissão, Mauro Menezes, como se trata de uma “alta autoridade” do País, Segovia pode ser alvo de um inquérito para apurar se houve alguma conduta que não condiz com o cargo. 

Troca

Apesar de dizer que não conversou com Michel Temer a respeito das declarações de Segovia, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse, ontem, que “não existe essa cogitação” de uma possível troca no comando da PF.

Marun disse ainda que Segovia “verbalizou o óbvio” e que a crise em torno das declarações do diretor-geral da PF é uma “tempestade em copo d’água”. 

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