ordem de prisão de lula

'Rivais' de Lula mantêm cautela

00:00 · 07.04.2018 / atualizado às 01:15
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Alvo de denúncias e investigações, Michel Temer (PMDB-SP) evitou comentários públicos sobre a série de derrotas jurídicas do ex-presidente ( FOTO: AGÊNCIA BRASIL )

Brasília. A ordem de prisão contra Lula foi recebida com cautela pelos dirigentes de partidos adversários.

O silêncio e a moderação reverberaram, especialmente considerando que a prisão de Lula eliminará o favorito às eleições presidenciais de outubro.

O presidente Michel Temer manteve silêncio. O escândalo de corrupção revelado pela "Lava-Jato" não atingiu apenas Lula, mas também o atual mandatário e os principais dirigentes do seu partido, o PMDB.

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Até Jair Bolsonaro, que ganhou popularidade nacional no calor da crise que em 2016 derrubou a presidente Dilma Rousseff, optou por uma mensagem de campanha.

"O Brasil marcou um gol contra a impunidade e contra a corrupção, mas apenas um gol, o inimigo ainda não está eliminado. Temos que eleger no corrente ano um presidente da República, seja homem ou mulher, que seja honesto, tenha deus no coração e que seja patriota".

O tucano Geraldo Alckmin escreveu no Twitter: "É lamentável ver a decretação da prisão de um ex-presidente, mas tenho a convicção de que isso simboliza uma importante mudança que vem ocorrendo no Brasil, o fim da impunidade. A lei vale para todos". Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), também pré-candidato presidencial, avaliou que "aqueles que têm responsabilidade pública, em qualquer nação, não podem celebrar a ordem de prisão de um ex-presidente".

"A Lava-Jato foi muito além do que os políticos dos principais partidos, das grandes lideranças do Congresso, do que Temer achavam. Seus cálculos eram de que não iria tão longe", analisou Sylvio Costa, editor do site especializado "Congresso em Foco", em entrevista à agência de notícias France Presse.

Pixulecos

Em Curitiba, manifestantes favoráveis à prisão de Lula começaram, na tarde da sexta-feira, a soltar gritos de guerra e a cantar em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal.

Os ativistas, com bandeiras e bonecos Pixulecos na mão, pediram "Lula na cadeia" e cantaram o Hino Nacional.

No meio do grupo, houve manifestantes com camisetas que estampam o rosto de Bolsonaro.

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