oposição

REDE pedirá que PGR investigue

Randolfe Rodrigues (AP) foi um dos três parlamentares que prometeu representar contra Temer ( Foto: Senado )
00:00 · 17.07.2017

Brasília. Os deputados Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR) e o senador Randolfe Rodrigues (AP), todos parlamentares da REDE deverão entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR), hoje, uma representação contra o presidente Michel Temer. Eles pedirão que a PGR investigue a liberação de emendas para deputados da base governista no contexto da votação da admissibilidade da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

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O documento foi elaborado com base em um levantamento feito pela assessoria de Alessandro Molon sobre as emendas liberadas. "Queremos impedir que Temer continue usando dinheiro público para obstruir a Justiça e permanecer impune com a ajuda do Congresso. Além disso, queremos impedir que serviços essenciais sejam prejudicados por causa dessas manobras ilegais e irresponsáveis do governo", afirmou o deputado.

Conforme levantamento, dos 40 deputados que votaram pela rejeição do parecer que recomendava a abertura de investigação contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, 39 tiveram R$ 266 milhões em emendas parlamentares empenhadas, de acordo com valores atualizados. Esse valor corresponde ao período entre junho, após a divulgação da delação do empresário Joesley Batista, que foi usada na denúncia contra Temer, e as duas primeiras semanas deste mês, às vésperas da votação. As trocas feitas pelo governo na CCJ da Câmara, antes da votação da denúncia, também ajudaram a elevar o valor desembolsado.

Os 14 deputados que se tornaram titulares do colegiado com ajuda do Planalto receberam mais de R$ 106 milhões em recursos. No entanto, dois deles contrariaram o governo e votaram pela admissibilidade da denúncia: Renata Abreu (PODE-SP) e Laércio Oliveira (SD-SE).

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