Prazo de Investigação

PF quer prorrogar inquérito de Temer

Delegado pede mais 60 dias para a apuração das denúncias sobre o suposto favorecimento da empresa Rodrimar

00:00 · 27.04.2018 / atualizado às 00:56
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Fragilizado com investigações sobre o "Decreto dos Portos" e baixa popularidade, o chefe do Executivo Federal pretende reforçar viagens pelo País ( FOTO: AFP )

Brasília. A Polícia Federal pediu mais 60 dias para investigar o presidente Michel Temer no âmbito do inquérito dos portos. O pedido depende de parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do ministro relator, Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

O inquérito, de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, apura se a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, foi beneficiada pelo decreto assinado pelo presidente em maio, que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos.

Além do presidente da República, são investigados Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar. Todos negam irregularidades. No âmbito desta investigação, o presidente teve seu sigilo bancário quebrado por determinação do ministro Barroso.

Viagens

Pressionado pelas investigações do "Decreto dos Portos" e pela baixa popularidade, Temer vai rodar o País em um esforço para sair do 1% de intenção de votos. Ele começará uma agenda de viagens neste fim de semana.

A primeira escala é Uberaba, no Triângulo Mineiro. No sábado, vai visitar a 84ª edição da feira Expozebu e, na segunda, deve ir a Ribeirão Preto (SP) para a abertura 25ª Agrishow, feira de tecnologia agrícola.

As duas feiras agropecuárias devem ser visitadas por outros pré-candidatos, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

O presidente não deve viajar na terça (1º), por causa do feriado do Dia do Trabalhador, e na quarta (2), para acompanhar a votação no Congresso do remanejamento de recursos para cobrir o calote de R$ 1,5 bilhão da Venezuela e de Moçambique.

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