Esquema de propina

PF fecha acordo de delação com Palocci no Paraná

Homem de confiança dos governos petistas, ex-ministro já revelou um "pacto de sangue" entre Lula e Odebrecht

00:00 · 27.04.2018
Antonio Palocci
Antonio Palocci, ex-ministro da área econômica e política nas gestões de Lula e de Dilma Rousseff, está preso em Curitiba (PR), desde setembro de 2016 ( Foto: AFP )

Brasília. A Polícia Federal no Paraná concluiu acordo de delação premiada com o ex-ministro Antonio Palocci, homem de confiança, na área econômica e política, das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).

Preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016 em razão da Operação Lava-Jato, Palocci havia tentado fechar acordo com o Ministério Público, mas não teve sucesso.

Para valer, a delação tem que ser homologada pela Justiça.

A informação do acordo entre o ex-ministro e a PF foi divulgada pelo jornal "O Globo" e confirmada, ontem.

Há uma disputa entre a Polícia Federal e o MPF (Ministério Público Federal) em torno da competência dos órgãos para tratar de colaborações. A palavra final será dada pelo Supremo Tribunal Federal. Palocci foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em junho de 2017 a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas da Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Em depoimento a Moro, meses depois, Palocci afirmou que Lula avalizou um "pacto de sangue" no qual a Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT entre o final do governo do petista e os primeiros anos da gestão de Dilma. Ele disse que o acordo foi fechado numa conversa entre Emílio Odebrecht e Lula.

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