ato de denúncia

Trabalhadores sem-teto ocupam tríplex no Guarujá atribuído à Lula

Manifestantes desocuparam o local após quatro horas de negociação com a Polícia Militar

09:30 · 16.04.2018 / atualizado às 13:30 por Catia Seabra e Mônica Bergamo / FolhaPress
Trabalhadores sem-teto ocupam tríplex no Guarujá atribuído à Lula
Cerca de cem pessoas, divididas em 20 ônibus, chegaram ao edifício para a invasão. A Polícia Militar foi acionada e está no local ( Foto: Douglas Magno / AFP )

Em uma ação que consumiu menos de cinco minutos, cerca de 50 militantes sem-teto invadiram nesta segunda-feira (16) o apartamento tríplex atribuído ao ex-presidente Lula e pivô de sua condenação na Lava-Jato. O grupo faz parte do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), coordenado por Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSOL e uma das lideranças sociais mais próximas de Lula. A ocupação durou quatro horas.

Cerca de cem pessoas, divididas em 20 veículos, chegaram ao edifício para a invasão. Alguns pularam as grades de acesso ao prédio e subiram 16 lances de escada. Eles fixaram bandeiras do movimento na varanda com vista para o mar. Da sacada do prédio, manifestantes gritam: "não tem arrego. Ou solta o Lula, ou não vai ter sossego". 

"É uma denúncia da farsa judicial que levou Lula à prisão. Se o tríplex é dele, então o povo está autorizado a ficar lá. Se não é, precisam explicar porque ele está preso", diz Boulos. 

Manifestantes deixaram local após negociações

Depois que os manifestantes entrarem no tríplex, a Polícia Militar (PM foi acionada e se dirigiu até o local. Após aproximadamente quatro horas de negociações, os agentes de segurança conseguiram convencer os trabalhadores sem-teto a desocuparem o imóvel, o que aconteceu por volta de 12h.

Coordenador do protesto desta segunda-feira, Boulos esteve ao lado de Lula o tempo todo no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, nas horas que antecederam a prisão, e mobilizou integrantes de um acampamento próximo para engrossarem as manifestações em torno do prédio que pediam que o petista não se entregasse.

No dia da prisão, ao discursar em uma missa em homenagem a dona Marisa, Lula chamou Boulos para a frente do caminhão de som e disse que ele tinha "futuro". Um dia depois, Lurian, a filha de Lula, discursou para integrantes do MTST, agradeceu o apoio e disse que Boulos era como "um filho" para Lula.

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