Investigado por Corrupção

STF determina quebra de sigilos bancário e fiscal de Aécio

A irmã, o primo e outras quatro pessoas ligadas a Aécio também tiveram quebra dos sigilos determinada

Aécio foi gravado secretamente pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar um advogado ( Foto: Reprodução )
16:29 · 07.12.2017 / atualizado às 17:08 por Folhapress / Estadão Conteúdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou, nesta quinta-feira (7), a quebra de sigilo bancário e fiscal dos senador Aécio Neves (PSDB-MG). O período solicitado é de 1 de janeiro de 2014 a maio deste ano. Com informações do G1.
 
O ministro, que é relator do caso, impôs as quebras de sigilo também da irmã de Aécio, Andrea Neves, do primo, Frederico Pacheco de Medeiros, e de Mendherson Souza, ex-assessor de Zezé Perrella (PMDB-MG). 
 
Os três são acusados de formar esquema de corrupção com o tucano para receber R$ 2 milhões da JBS. Aécio também é investigado por embaraço às investigações da Lava-Jato.
 
Nesta quinta, Marco Aurélio revogou a prisão domiciliar de Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Souza. Todas as medidas cautelares impostas ao trio foram afastadas pelo ministro.
 
Operação Patmos
 
Aécio foi gravado secretamente pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar um advogado para defendê-lo na Lava-Jato. O dinheiro foi inicialmente pedido por Andrea.
 
Com autorização do STF, a Polícia Federal filmou o pagamento de uma parcela. Ele foi afastado do mandato pelo ministro Edson Fachin. Depois, o ministro Marco Aurélio assumiu o caso e devolveu o cargo ao senador.
 
Pronunciamento da Defesa
 
O advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves (PSDB-MG), divulgou nota nesta quinta-feira (7), na qual afirma que a quebra de sigilo bancário e fiscal é medida "extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção" dos atos do seu cliente.
 
Segundo ele, os dados bancários "sempre estiveram à disposição da Justiça". "Os sigilos bancário e fiscal do senador Aécio Neves sempre estiveram à disposição da Justiça, e desde outubro, quando essa decisão foi tomada, a Defesa reitera que é uma medida extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção dos seus atos", diz a nota.

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