Decisão da Primeira Turma

STF derruba divisão da investigação contra irmã e primo de Aécio

A Corte determinou que o caso deles dever ser julgado no STF junto com o de Aécio por haver conexão entre os crimes. Eles são acusados de corrupção passiva

A decisão foi tomada pela Primeira Turma, por 4 votos a 1 ( Foto: Divlugação )
14:50 · 14.11.2017 / atualizado às 15:08 por Agência Brasil
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, nesta terça-feira (14), a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que determinou o desmembramento da investigação aberta contra Andreia Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Sousa Lima, também foi beneficiado pelo entendimento.
 
Com a decisão, tomada por 4 votos a 1, os acusados voltarão a ser investigados pelo Supremo. Durante o julgamento, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber aceitaram recurso do Ministério Público Federal (MPF) e votaram contra o entendimento do relator, Marco Aurélio. De acordo com os ministros, o caso deve ser julgado pela Corte por haver conexão entre os crimes investigados.
 
Conforme decisão individual do relator, assinada em junho, os acusados seriam julgados pela primeira instância da Justiça de São Paulo, local onde Frederico e Mendherson foram gravados em ações controladas da Polícia Federal (PF) a partir das delações da JBS. Com base nas acusações, todos foram denunciados pelo crime de corrupção passiva pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
 
Em junho, o colegiado também determinou que Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Sousa Lima cumprissem prisão domiciliar. Eles estavam presos na Operação Patmos, da Polícia Federal, deflagrada a partir das delações da JBS.

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