Incêndio

Propriedade do Governo Federal, prédio que desabou foi esvaziado em 2001

Edifício tinha 24 andares e cerca de 11 mil m²

Imagem da fachada antes do incêndio ( Reprodução/Google Maps )
11:12 · 01.05.2018 / atualizado às 11:14
O prédio desabou após o incêndio na madrugada deste feriado do Dia do Trabalhador (1º de maio) ( (Reprodução/TV Globo) )

Inaugurado em 1966 no largo do Paissandu (centro de São Paulo), o prédio que desabou após um incêndio de grandes proporções nesta terça-feira (1º), inicialmente abrigou a Cia. Comercial Vidros do Brasil (CVB).

Nos anos 1980, a construção passou a ser a sede da Polícia Federal na cidade. A decadência veio depois do ano de 2001, quando o edifício, que tinha 24 andares e cerca de 11 mil metros quadrados, foi esvaziado. Hoje, ele é propriedade do Governo Federal e passou por diversas tentativas de revitalização.

Uma agência do INSS chegou a ser instalada apenas no térreo até 2009. No ano seguinte, foi anunciada uma parceria entre o Sesc, uma organização francesa e o governo federal para transformá-lo em polo cultural. Ficou no anúncio.

A Secretaria de Patrimônio da União cedeu o prédio para a Unifesp em 2012, que instalaria ali o Instituto de Ciências Jurídicas. O projeto não vingou e o prédio foi invadido diversas vezes por movimentos de sem-teto.

Em 2015, ainda no governo Dilma, o ministro Nelson Barbosa autorizou que a propriedade fosse a leilão. Mas não houve nenhum interessado em pagar os R$ 21,5 milhões pedidos (a reforma consumiria outros muitos milhões).

O edifício foi desenhado pelo arquiteto Roger Zmekhol. Foi um dos primeiros a ter as esquadrias revestindo todo a construção. Também foi um dos pioneiros no sistema de ar-condicionado embutido. Tinha pisos de ipê e divisórias móveis nos escritórios, e um hall de mármore e aço inoxidável.

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