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Prédio de mais de 20 andares desaba em São Paulo após incêndio

Fogo se alastrou rapidamente. Pessoas estão desaparecidas após o desabamento

Incêndio foi de grandes proporções Foto: Reprodução/TV Globo
08:13 · 01.05.2018 / atualizado às 15:46 por Estadão Conteúdo
Presidente Temer visitou o local do incêndio. Foto: Reprodução/GloboNews
Os bombeiros fazem buscas nos escombros após um incêndio de grandes proporções ter provocado o desabamento de um prédio de 24 andares no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, 1º. Um edifício vizinho também pegou fogo nos três primeiros andares, mas não corre risco de colapso. A Igreja Evangélica Luterana, que fica ao lado do prédio em chamas, também pegou fogo e parte da estrutura desabou. O Corpo de Bombeiros busca por vítimas sob os escombros. Há pelo menos um desaparecido. A Prefeitura de São Paulo diz que 92 famílias ocupavam o local, mas não se sabe quantas pessoas estavam no local no momento do desabamento.
 

 
> Propriedade do Governo Federal, prédio que desabou foi esvaziado em 2001
 
Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem que caiu do prédio em chamas durante o desabamento ainda é considerado desaparecido.  Testemunhas afirmam que trata-se de um homem chamado Ricardo (o sobrenome não foi informado), que trabalha como carregador na Rua 25 de Março. Os relatos dão conta de que ele saiu do edifício, mas voltou para ajudar outros moradores a saírem do local. Mais de 30 viaturas e 96 homens trabalham na área.
 
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalho sob os escombros do prédio de mais de 20 andares será minucioso. A corporação trabalha com a perspectiva mínima de uma semana para fazer o trabalho de rescaldo no local do incêndio. O maquinário pesado só entra em ações após três dias. Antes disso, a retirada de escombros é manual, sempre com a expectativa de encontrar possíveis vítimas ainda com vida.
 
O presidente Michel Temer visitou o local onde o edifício desabou. Ele estava na sua residência em São Paulo e afirmou que o governo federal dará suporte às vítimas. Temer foi hostilizado pela população e teve de sair às pressas.

Vistoria constatou péssimas condições

O porta-voz do Corpo de Bombeiros ressaltou que o prédio já havia passado por vistoria, na qual foram relatadas as péssimas condições do local às autoridades do município. Em um segundo momento, o objetivo é apurar quais autoridades receberam as informações sobre as condições do prédio. De acordo com a corporação, os compartimentos entre os andares eram divididos por madeira, o que ajudou a propagar as chamas.
 
 
O Corpo de Bombeiros afirmou ainda que era muito difícil entrar no local para verificar as condições do edifício, em razão da resistência dos ocupantes.
 
O governador de São Paulo, Márcio França, também esteve no local para acompanhar o trabalho de resgate.

Antiga instalação da PF

O prédio que desabou tinha mais de 20 andares e era uma antiga instalação da Polícia Federal. Segundo comerciantes do entorno, o local era ocupado ilegalmente. Antes de ruir, algumas pessoas pediam socorro no último andar. As chamas começaram no quinto andar, alastrando-se rapidamente para os níveis superiores. Ao todo, 160 militares atuam no combate ao incêndio e no resgate das vítimas.
 
A Defesa Civil Estadual foi ao local para realizar o cadastramento de todas as famílias que poderiam estar no prédio no momento do incêndio.
 
Um edifício vizinho também foi atingido e as chamas se espalharam por três andares. Ele foi esvaziado e interditado. Segundo o Corpo de Bombeiros, o risco de colapso é mínimo e não há vítimas deste incêndio.
 
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Igreja situada ao lado do prédio foi fortemente impactada. Foto: Reprodução/TV Globo
 
A Polícia Militar (PM) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram acionadas e auxiliam os trabalhos na região. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão de prontidão para atender as vítimas. 
 
Comerciantes da região relatam correria nas ruas, com clientes deixando hotéis vizinhos às pressas. As testemunhas dizem que quebraram vidraças, espalhando-se rapidamente pelos andares e atingindo os prédios vizinhos.
 
"Eu estava em horário de serviço e escutei várias pessoas gritando, barulho de vidros caindo. Quando fui ver o que era, as ruas, que estavam desertas, ficaram cheias de pessoas desesperadas", disse o recepcionista Flávio Gabia, que trabalha em um hotel no Largo do Paissandu. Segundo ele, vários clientes deixaram o estabelecimento quando viram o incêndio. Um hotel ao lado dos edifícios em chamas também foi esvaziado e interditado.

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