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Planalto desiste de slogan 'O Brasil voltou, 20 anos em 2' após interpretação ambígua

O tema era uma referência ao programa de governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek '50 anos em 5'

10:17 · 15.05.2018 / atualizado às 10:33 por FolhaPress
Planalto desiste de slogan 'O Brasil voltou, 20 anos em 2' após interpretação ambígua
A divulgação do tema gerou críticas sobre a dupla interpretação da frase, que poderia ter sentido negativo se a vírgula fosse omitida ( Foto: José Cruz/Agência Brasil )

Depois de ter distribuído um convite que trazia o slogan "O Brasil voltou, 20 anos em 2", o governo recuou e mudou o mote do evento que será realizado nesta terça-feira (15), em comemoração aos dois anos da gestão de Michel Temer.

A nova versão, divulgada pelo Palácio do Planalto no início da noite desta segunda-feira (14), reduziu o nome da cerimônia para "Maio/2016 - Maio/2018: O Brasil Voltou".

O slogan que falava em 20 anos em 2 era uma referência ao programa de governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek - 50 anos em 5 - que propunha uma política de governo desenvolvimentista.

O tema havia sido sugerido a Temer pelo marqueteiro do Planalto, Elsinho Mouco, mas que não havia sido aprovada por toda a equipe.

A divulgação do tema gerou críticas sobre a dupla interpretação da frase, que poderia ter sentido negativo se a vírgula fosse omitida.

No material que será distribuído durante a cerimônia nesta terça, como uma cartilha com os atos do Executivo, será usada ainda a palavra "avançamos" acompanhada do símbolo de "V de Vitória", que também representa o aniversário de dois anos da gestão Temer.

O presidente deve fazer um discurso sobre as medidas realizadas desde que ele assumiu o poder.

Devem ser destacados atos como a reforma trabalhista, as mudanças no Ensino Médio, a aprovação do teto de gastos pelo Congresso e as melhoras em indicadores econômicos, como queda da inflação e da taxa básica de juros.

O emedebista entrou no cargo no dia 12 de maio de 2016, após o Senado aprovar a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Dois anos depois, o emedebista convive com altos índices de impopularidade.

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