Ocupação na USP prejudica bolsas e Fuvest

13:35 · 14.06.2007 por Agência Estado

A ocupação por 42 dias da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) paralisa processos de concessão de bolsas a alunos, impediu a criação de 200 vagas na Fuvest e interrompeu o início de um novo programa informatizado de matrículas, entre outros prejuízos. A invasão tem deixado sem acesso documentos importantes, em papel ou em arquivo de computador, de todas as pró-reitorias e de outros departamentos que funcionavam dentro do prédio.

Ontem, um dia após os alunos terem votado pela primeira vez um ?indicativo de fim da desocupação?, a falta de comunicação contribuía para o impasse. Nesta semana, o pró-reitor de Pós-Graduação, Armando Corbani Ferraz, pediu aos estudantes para entrar em sua sala em busca de papéis que garantiriam a viagem de 42 alunos que farão estágios no exterior. Os estudantes não deixaram. Eles argumentam que só permitem a entrada de Corbani se a reitoria voltar a pagar bolsas de assistência estudantil para alunos carentes.

Uma das estudantes prejudicadas é Juliane Guimarães de Carvalho, de 33 anos, que espera aflita seus documentos serem liberados na reitoria para que possa pedir o visto de entrada nos Estados Unidos, onde fará parte da sua pesquisa de doutorado em Odontologia. Ela viajaria em julho; já adiou a viagem para agosto, mas ainda não sabe se vai poder embarcar. ?Estou desesperada. Minha tese depende dessa viagem?, diz.

Os problemas se estendem à área de graduação. Segundo a pró-reitora Selma Garrido Pimenta, 200 vagas em novos cursos ou em cursos já existentes da USP não puderam ser votadas. O único curso novo que foi aprovado antes da ocupação foi o de Direito no campus de Ribeirão Preto. A ocupação também impediu que a USP inaugurasse um programa inédito que permitiria aos alunos fazer matrículas, pedir histórico escolar ou acompanharem sua situação de créditos pela internet. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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