Corrida presidencial

No horário eleitoral, Ciro aposta no Nordeste e Haddad expressa otimismo

Pedetista promete "emancipar semiárido" com transposição do São Francisco, enquanto petista fala em "missão" recebida de Lula

13:57 · 15.09.2018 / atualizado às 14:16
Eleição
Horário eleitoral trouxe Ciro em rio, apelo de Haddad à militância, Meirelles prometendo ser "presidente chato" e Alckmin denunciando obras paradas ( Reprodução de TV )

Um dia após a divulgação da pesquisa do instituto Datafolha mostrando empate numérico entre Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), ambos com 13% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), líder com 26%, o horário eleitoral gratuito mostrou, neste sábado, o pedetista no sertão da Paraíba, prometendo "emancipar o semiárido" nordestino, normalizando o abastecimento de água, com a finalização da transposição das águas do Rio São Francisco. "Falta 3% para terminar", disse Ciro.

Já o programa petista citou uma carta do ex-presidente Lula falando da proibição de sua candidatura e Haddad falando sobre a "missão" que recebeu do padrinho político. "Nós vamos ganhar esta eleição", falou Haddad, que assumiu na última terça oficialmente a cabeça de chapa, que tem Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice.

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Com 9% das intenções de voto, Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu destravar obras federais paralisadas, principalmente de infraestrutura, para recuperar a abertura de vagas de emprego e culpou Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) pelo "cemitério de obras", como projetos interrompidos de rodovias federais, hidrovia e polo naval. O tucano aproveitou o programa para alfinetar os adversários. "Tudo isso é irresponsabilidade fiscal do PT e dos adoradores de Lula", disse, em referência a Ciro, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB).

Meirelles, com 3% no levantamento do Datafolha, disse, no seu programa, que será um "presidente chato com os números e cuidadoso com seu dinheiro", lembrando sua trajetória à frente do Banco Central no primeiro governo Lula e como ministro da Fazenda de Temer. Marina, que está em queda nas últimas pesquisas e aparece com apenas 8% no Datafolha, depois de cravar 16%, falou que pretende, se eleita, "governar com os melhores". 

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