Em São Paulo

Marun diz que Temer sabia da possibilidade de vaias em local de desabamento

Da ala oposicionista no MDB, Calheiros também lamentou o desabamento do edifício e disse que, "para piorar, o presidente apareceu do nada e teve que sair correndo entre pedras e vaias para evitar cena de ódio incontrolável"

22:00 · 01.05.2018 por Estadão Conteúdo
Marun
Marun disse que Temer sabia da possibilidade de protestos, mas cumpriu seu dever de presidente ( Foto: José Cruz/Agência Brasil )

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), saiu em defesa do presidente Michel Temer, vaiado nesta terça-feira (1º) ao visitar o local do desabamento de um prédio no centro de São Paulo. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Marun disse que Temer sabia da possibilidade de protestos, mas cumpriu seu dever de presidente.

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"Expresso minha tristeza em função da tragédia", disse Marun. "Quanto à visita do presidente Temer, ele, mesmo consciente da grande probabilidade de ser hostilizado, em estando em São Paulo de forma corajosa como é de seu feitio, decidiu visitar o local e, repito, cumprir o seu dever de presidente da República".

Da ala oposicionista a Temer no MDB, o senador Renan Calheiros (AL) também lamentou o desabamento do edifício e disse que, "para piorar, o presidente apareceu do nada e teve que sair correndo entre pedras e vaias para evitar cena de ódio incontrolável". "A tragédia do edifício que desabou em São Paulo é metáfora do governo Temer: uma construção abandonada pegou fogo, desabou e matou pobres", escreveu Calheiros.

Pessoas arremessaram garrafas contra o presidente. Algumas atingiram um dos carros da comitiva de Temer. O presidente ficou cercado por jornalistas e populares que estavam no local e o vaiavam e xingavam repetidamente. Homens chegaram a se aproximar dos veículos e a deferir socos e pontapés nos carros, quando o presidente já estava dentro e tentava deixar a região às pressas.

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