Após reunião com Temer

Marun diz que data limite para Previdência é fevereiro

O ministro da Secretaria de Governo ainda está com a ideia de que faltam 40 votos

"Continuamos confiantes que é possível aprovar", disse o ministro ( Foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
21:00 · 14.02.2018 / atualizado às 21:24 por Estadão Conteúdo

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quarta-feira (14) após reunião com o presidente Michel Temer, no Palácio da Alvorada, que veio buscar orientações para uma reunião que terá amanhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia para poder tratar da votação da reforma da Previdência e afirmou que "está chegando a hora da verdade". 

"Continuamos confiantes que é possível aprovar, temos ainda o desafio de conquistar alguns votos", disse, afirmando que ainda está com a ideia de que faltam 40 votos. "É a metade daqueles que se declaram indecisos", completou.

O ministro reafirmou que a votação tem que acontecer ainda este mês. "A data limite nós entendemos que é fevereiro, o presidente Rodrigo (Maia) - nas vezes que com ele conversei - também tem esse entendimento, então está chegando a hora da verdade", destacou. 

Para Marun, não é impossível aprovar a matéria. Ao destacar a reunião desta quinta-feira com Maia e o encontro com Temer nesta quarta, o ministro classificou os dois "como protagonistas desse processo". "Estabelecemos a estratégia de tentar já na segunda-feira fazer uma reunião com os líderes para que eles nos tragam as avaliações mais atualizadas das suas bancadas e avançarmos", destacou. 

Questionado sobre se o governo acredita que haverá pressão dos empresários pela reforma, Marun disse que considera que haverá apoio "dos setores lúcidos da sociedade". "Hoje quem esta contra a reforma são os desinformados e os que defendem suas próprias regalias", afirmou. 

Marun disse ainda que a estratégia de colocar o texto ainda sem a garantia dos 308 votos é uma decisão que será tomada por Rodrigo Maia. "Nós estamos lutando para que esse esforço traga ao presidente Rodrigo e às lideranças da base a necessária segurança para que seja posta em votação e que seja vitoriosa essa questão tão importante", declarou.

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