Investigações contra Temer

Maioria no STF vota contra suspeição de Janot

O pedido de suspeição foi solicitado pela defesa de Temer para impedir que Janot atuasse nas investigações contra o presidente da República

Os advogados de defesa de Temer alegaram que o procurador-geral da República tinha "inimizade capital" com o presidente. ( Foto: Rosinei Coutinho/ SCO/ STF )
16:11 · 13.09.2017 / atualizado às 16:37 por Estadão Conteúdo
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia acompanharam o ministro Edson Fachin e votaram, nesta quarta-feira (13), contra o pedido da defesa do presidente Michel Temer para impedir o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de atuar nas investigações contra Temer com base na delação premiada dos executivos do grupo J&F. A decisão foi unânime a favor de Janot. Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes não participaram da sessão,
 
Para Moraes, não ficou comprovado que haja "inimizade capital" de Janot para com Temer que justifique o pedido de suspeição. "Me parece que não tenha ficado comprovado essa inimizade pessoal, uma motivação personalista de ofensa de ódio", afirmou o ministro, que, até o momento, foi o único integrante do Supremo indicado para a Corte pelo presidente Michel Temer. 
 
Rosa, por sua vez, também acompanhou Fachin, que é o relator do pedido da defesa de Temer sob o argumento de que os fatos levantados pelos advogados do presidente "não configuraram causa de suspeição". "Acompanho sua Excelência quando concluiu que os fatos descritos como ensejadores da suspeição e na forma também agora defendida por Alexandre de Moraes não configuram causa de suspeição ao feitio", disse.
 
Fux, por sua vez, afirmou que o procurador-Geral da República agiu nos estritos limites da sua representação institucional com impessoalidade. Segundo ele, frases de efeito são ditas a todo o momento por figuras públicas, sem que isso signifique inimizade capital.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.