PCC

Integrantes do PCC presos no Paraguai são entregues ao Brasil

Os brasileiros detidos são suspeitos do assalto à empresa Prosegur, no Paraguai, em que foram roubados US$ 12 milhões

14:10 · 12.08.2017 / atualizado às 15:27 por Agência Brasil
Polícia Federal
A Polícia Nacional do Paraguai prendeu e deportou integrantes do PCC com o apoio da Abin e da PF ( FOTO: Agência Brasil )

As autoridades paraguaias entregaram, nesta sexta-feira (11) às autoridades policiais do Brasil, em meio a um forte dispositivo de segurança, seis brasileiros vinculadaos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao assalto à empresa de segurança Prosegur, no Paraguai. Cerca de US$ 12 milhões foram roubados.

Os seis brasileiros detidos foram levados de avião a Ciudad del Este, no Paraguai, de onde foram conduzidos por estrada ao território brasileiro, pela Ponte da Amizade. Durante este último trecho, os detidos foram escoltados por um comboio de vários veículos, coordenado pelo Grupo Especial de Operações da Polícia (GEO).

Dos seis presos, cinco foram detidos na terça-feira (8) durante uma operação antidrogas em um local de criação de gado, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Lá também foram detidas outras dez pessoas.

No assalto à empresa de segurança no Paraguai, em abril último, participaram cerca de 50 pessoas fortemente armadas, que explodiram parte do edifício e mataram um membro do GEO.

Nota da GSI

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) considerou, neste sábado (12), que a prisão de criminosos do PCC no Paraguai é decorrente de ações de segurança e inteligência feitas pelo governo federal, no Rio de Janeiro. Em nota pública, o GSI aponta o apoio dos órgãos brasileiros de investigação para a ação no Paraguai.

“No escopo da cooperação federal de combate a organizações criminosas, em particular contra facções com atuação no Rio de Janeiro, a Polícia Nacional do Paraguai prendeu e deportou integrantes do PCC com o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Polícia Federal (PF)”, diz a nota.

De acordo com o GSI, as ações integradas de segurança que estão ocorrendo no Rio de Janeiro, no âmbito do Plano Nacional de Segurança, preveem “uma atuação abrangente, incluindo demais estados da Federação e países vizinhos”, que propiciou o sucesso da operação paraguaia.

“No caso do Paraguai, a cooperação de inteligência permitiu a coleta de dados e o intercâmbio de informações”, conclui a nota.

*Com informações da EFE

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