Sabatina

Haddad rebate críticas ao PT e culpa adversários pela crise no Brasil

Candidato do PT à Presidência da República encerrou a série de entrevistas dos principais presidenciáveis no "Jornal Nacional"

Haddad insistiu que, se eleito, não dará indulto a Lula ( Foto: Reprodução TV Globo )
21:46 · 14.09.2018 / atualizado às 22:09

Em sabatina no "Jornal Nacional", o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, rebateu, nesta sexta-feira, as principais críticas às gestões de Lula e de Dilma e culpou os adversários da sua legenda (principalmente integrantes do PSDB e MDB) e pela crise político-econômica no Brasil nos últimos anos. O presidenciável se defendeu ainda de denúncias contra sua administração como prefeito de São Paulo e prometeu, se eleito, um futuro de "desenvolvimento econômico com inclusão". 

Haddad foi o último dos principais presidenciáveis a participar da série de entrevistas do telejornal mais visto do País. O motivo é que, só na última terça-feira, ele foi oficializado perante à Justiça Eleitoral como substituto do ex-presidente Lula, preso e condenado na Lava-Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

Defesa

Haddad disse perdeu a reeleição à Prefeitura de São Paulo, em 2016, porque o eleitor "foi induzido a erro". Para ele, a crise daquele ano fez com que seu partido virasse "o demônio do País". 

O candidato refutou o selo de candidato "poste", indicado pelo ex-presidente Lula, e disse que foi escolhido pelo padrinho, para disputar a prefeitura paulistana em 2012 porque foi "o melhor ministro da Educação".

Haddad disse ainda que os presidente Lula e Dilma Rousseff, que nomearam ministros que, muitas vezes, votaram contra petistas no Supremo Tribunal Federal (STF), nunca fizeram as nomeações pensando em como os juízes se posicionariam. "Nunca partidarizamos o Judiciário", garantiu.

Delação premiada

O candidato fez ainda críticas à prática de delação premiada e evitou fazer uma autocrítica sobre a participação de integrantes de seu partido nos escândalos do mensalão e do petrolão. "Eu não condeno ninguém por antecipação", disse Haddad, acrescentando que os governos do PT "fortaleceram os mecanismos de fiscalização" e de combate à corrupção.

No mais recente Datafolha, divulgado nesta sexta, Haddad chegou a 13% e está empatado numericamente em segundo lugar com Ciro Gomes (PDT). Lidera a corrida, segundo o levantamento, Jair Bolsonaro (PSL), com 26% das intenções de voto.

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