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Haddad minimiza simulações de 2º turno e diz estar em campanha há apenas 3 dias

O candidato argumentou que, com esse tempo de campanha, não dá para ser "o campeão" de todos os cenários

13:26 · 15.09.2018 por Estadão Conteúdo
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A viagem de Haddad à Bahia faz parte de um esforço do petista para garantir os votos do Nordeste que seriam dados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( Foto: Thiago Gadelha )
O candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, minimizou, na manhã deste sábado, 15, os resultados das simulações de segundo turno divulgadas na sexta-feira (14) pelo Datafolha, que mostram o petista sem conseguir vencer nenhum adversário. Ele lembrou que se tornou candidato há apenas três dias e argumentou que, com esse tempo de campanha, não dá para ser "o campeão" de todos os cenários. "Vamos chegar lá", prometeu.
 
A declaração foi dada a jornalistas que o entrevistaram durante ato de campanha em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, e publicada em vídeo na conta do candidato no Twitter. No levantamento da véspera do Datafolha, Haddad empata tecnicamente na simulação de segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL), com 41% para o militar reformado e 40% para o petista, e perde para o tucano Geraldo Alckmin (40% a 32%), para o pedetista Ciro Gomes (45% a 27%) e para a candidata da Rede, Marina Silva (39% a 34%).
 
A viagem de Haddad à Bahia faz parte de um esforço do petista para garantir os votos do Nordeste que seriam dados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve sua candidatura impedida pela Justiça Eleitoral, em razão da Lei da Ficha Limpa
 
Condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente está preso desde abril. Haddad assumiu a candidatura no dia 11.
 
Estimulado por um jornalista local a dar um recado aos eleitores de Vitória da Conquista, o petista disse que foi o ministro da Educação "que mais investiu no Nordeste" e não perdeu a oportunidade de citar Lula. "Eu desafio a encontrarem alguém que tenha investido mais no Nordeste do que eu, como ministro. Por quê? Era o sonho do Lula equilibrar o jogo", disse o ex-prefeito.

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