Após Ataques por Intolerância

Grupo de evangélicos ajuda a reconstruir terreiro incendiado no Rio

Em tempos de intolerância religiosa, a pastora Lusmarina Campos, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, conseguiu arrecadar R$ 12 mil reais para ajudar a reconstruir o terreiro

"Se em nome de Cristo eles destroem, em nome de Cristo nós vamos reconstruir", disse Lusmarina ao organizar a arrecadação do dinheiro para ajudar o terreiro ( Foto: Reprodução / BBC Brasil )
16:19 · 24.04.2018 / atualizado às 16:42

Um grupo de evangélicos arrecadou mais de R$ 12 mil para ajudar a reconstruir o terreiro de Conceição d'Lissa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após um incêndio que destruiu o parcialmente o local. 

Em tempos de intolerância religiosa, a pastora Lusmarina Campos, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, foi ao terreiro, em um sábado de fevereiro, acompanhada de três voluntários para ajudar na remoção dos entulhos pessoalmente. O terreiro foi incendiado em junho de 2014. Aquele foi o oitavo ataque ao local de culto da mãe de santo Conceição.

Lusmarina organizou uma arrecadação, que foi concluída no fim do ano passado, para a reconstrução do templo. Segundo ela, "logo que a gente ouviu sobre a destruição do terreiro, eu pensei: 'Se em nome de Cristo eles destroem, em nome de Cristo nós vamos reconstruir'".

As obras no terreiro da mãe de santo Conceição começaram pela cozinha, que estava funcionando no quintal desde que a estrutura interna da casa doi danificada pelo incêndio. O local é considerado o "coração do barracão", por ser lá onde as oferendas são produzidas.

Ataques

Tiros já foram disparados contra o terreiro e três carros que pertenciam a candomblecista do grupo de Conceição foram queimados. A polícia ainda não identificou os responsáveis pelos crimes.

Em busca de se proteger, Conceição instalou grades e reforçou muros e cadeados do templo. Sem apontar suspeitos, ela afirma que os ataques têm motivação religiosa. "Não há roubo de televisão, rádio, uma porção de coisas que podia usar para fazer dinheiro. Não levam nada só destroem".

Com informações do G1/BBC Brasil

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