Corrida presidencial

Gleisi confirma Haddad como candidato e Greenhalgh lê carta de Lula

O anúncio foi feito na vigília em Curitiba

Haddad e Manuela D'Ávila foram confirmados como candidatos a presidente e vice ( Foto: AFP )
18:13 · 11.09.2018 / atualizado às 18:55 por Estadão Conteúdo/Folhapress

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hofmann, confirmou, na tarde desta terça-feira (11), na vigília batizada de 'Lula Livre', em Curitiba, em frente à sede da Polícia Federal, que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é candidato a presidente pelo PT. "Estamos apresentando Fernando Haddad como candidato a presidente. E reafirmando também a aliança com PCdoB apresentamos também a Manuela D'Ávila (como vice)", disse.

>Com aval de Lula, Haddad é oficializado pelo PT candidato ao Planalto

Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e um dos fundadores do PT, começou a ler uma carta de Luiz Inácio Lula da Silva. Em um trecho, ex-presidente diz que "proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a realidade do País". "Estou há mais de cinco meses preso injustamente, não cometi crime nenhum, continuo desafiando os promotores da Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro, e o Tribunal Regional a apresentarem uma única prova", afirma Lula no texto.

"Quero pedir, de coração, a todos os que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República", escreveu. "De hoje em diante, Haddad será Lula para milhões de brasileiros", completou.

Lula usou a mensagem, novamente intitulada "Carta ao Povo Brasileiro", como a que marcou sua campanha de 2002, para dizer que é vítima de um processo injusto e que vai voltar para "estar junto com Haddad e fazer o governo da esperança".

"Nunca aceitei a injustiça nem vou aceitar", disse o ex-presidente.

Em seguida, de acordo com o roteiro traçado pelo próprio Lula, Haddad fez seu pronunciamento de menos de dez minutos.

Ladeado por integrantes da cúpula petista, que haviam chancelado sua candidatura em reunião mais cedo, na capital paranaense, o agora candidato afirmou que sentia a dor "daqueles que não vão poder votar em quem queriam que subisse a rampa do Planalto".

Pediu o apoio da militância para a "tarefa monumental" que se abriu diante dele e disse que, por Lula, o PT vai ganhar a eleição presidencial de outubro.

Com a renúncia do ex-presidente à candidatura, a chapa do PT, agora formada por Haddad e Manuela D'Ávila (PC do B), sairá em marcha com o desafio de, em menos de um mês, herdar o espólio eleitoral de Lula -que registrava cerca de 30% nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo dirigentes petistas, Haddad, de saída, centrará esforços na conquista do eleitorado lulista que, sem definição sobre a candidatura, migrou para outros candidatos de esquerda, e se instalou principalmente na órbita de Ciro Gomes (PDT).

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