Caso de bullying

Estudantes mortos em ataque a tiros em Goiânia são enterrados neste sábado (21)

Os dois adolescentes foram mortos a tiros por um colega de classe que abriu fogo em sala de aula

Ataque a tiros deixou dois mortos e quatro feridos em escola em Goiânia. ( Marcello Dantas/Agência Brasil )
08:45 · 21.10.2017 / atualizado às 15:43 por Agência Brasil

Os dois adolescentes que morreram durante ataque com arma de fogo em uma escola particular de Goiânia foram sepultados no fim da manhã de hoje (21) em cemitérios da cidade. 

O ataque ocorreu na manhã dessa sexta-feira (20), quando um estudante da mesma turma, que era alvo de bullying por parte de um colega, usou a pistola da mãe,  policial militar, para matar os outros adolescentes. O autor do ataque foi apreendido em flagrante.

O pai de um dos adolescentes mortos conversou rapidamente com a imprensa. Leonardo Calembo disse que a família está consternada e criticou o que chamou de perda de valores na sociedade.

“O que tem faltado hoje nas famílias é o ensino do amor ao próximo, que a família e a vida do próximo são importantes. Quero deixar bem claro que meu filho era cristão, obreiro da igreja. Meu filho não foi pivô de nada, não foi o único alvo”, afirmou Calembo. O filho dele foi acusado de praticar bullying contra o jovem autor do ataque.

O diretor da escola participou dos sepultamentos, mas não deu entrevistas. De acordo com Flávio Roberto de Castro, presidente do Sindicado dos Estabelecimentos de Ensino Particular de Goiânia, a outra diretora da escola, identificada como Tia Rose, passou mal ao receber a notícia do incidente na sexta-feira e permaneceu a noite hospitalizada.

O colégio não deve funcionar segunda-feira (23). “Na segunda-feira, vamos nos reunir com a comunidade e a professores  e ajudar a escola a montar um plano de volta às aulas. A partir dessa conversa, mediada pelo sindicato e pelo Conselho Estadual de Educação, teremos um calendário”, explicou Castro.

Feridos hospitalizados

Uma das vítimas do ataque, uma adolescente de 13 anos, segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências da cidade. A menina, que foi ferida na mão, no pescoço e no tórax, teve os dois pulmões perfurados. Segundo informações do hospital, ela passou por uma cirurgia e está sedada e intubada para drenagem torácica bilateral.

Duas outras vítimas também tiveram boletim médico divulgado pelo hospital esta manhã. Uma menina que estava na enfermaria com um pulmão perfurado foi transferida para a UTI. Segundo o boletim, ela segue estável, mas era preciso “melhor observação da drenagem torácica e de possíveis sangramentos, o que não aconteceu até o momento”. Um garoto, também de 13 anos, está na enfermaria, consciente e estável, com respiração espontânea.

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