Atribuídos a ex-ministro

Empresário diz ser dono dos R$ 51 mi

Baiano Carmerino Conceição de Souza procurou a PF e a defesa de ex-ministro para reivindicar a fortuna

Dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal em setembro de 2017, no âmbito da operação Tesouro Perdido, que resultou na prisão de Geddel Vieira Lima ( FOTO: PF )
00:00 · 26.05.2018

Salvador Se até hoje, quase nove meses depois da apreensão pela Polícia Federal de mais de R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima não reivindicaram a propriedade. Diferentemente da Procuradoria-Geral da República, que afirma em denúncia que o dinheiro tem origem em propinas da Odebrecht, o empresário baiano Carmerino Conceição de Souza acha que é dele.

E diz mais: os R$ 51 milhões apreendidos no âmbito da operação Tesouro Perdido, em setembro, seriam parte de um montante de R$ 65 milhões que ele afirma ter repassado em dinheiro a um intermediário de Geddel - e do qual não recebeu a contrapartida acertada com o ex-ministro, uma carta-fiança da Caixa Econômica Federal para fundamentar um pedido de financiamento no valor de R$ 110 milhões junto ao BNDES. "Até hoje, não houve a aplicação", disse. Segundo Carmerino, a negociação foi acertada pessoalmente com Geddel "no final de 2012 ou início de 2013", quando o ex-ministro era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica.

Ele nega que a transação com Geddel tenha sido pagamento de propina. "Não tem por que pagar propina. Dei o dinheiro para receber a aplicação", disse.

Carmerino disse que após a apreensão dos R$ 51 milhões e a posterior prisão de Geddel, iniciou uma peregrinação atrás do dinheiro. Procurou a PF e pediu para visitar o ex-ministro, preso desde setembro na Papuda, em Brasília. A PF o orientou a procurar a defesa de Geddel, o que foi feito diversas vezes, segundo o advogado Gamil Foppel.

Em resposta, Foppel orientou o empresário a procurar a PF para esclarecer os fatos sobre a sua alegada propriedade. O advogado disse que as alegações do empresário, "são absurdamente mentirosas".

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