eleições 2018

Em comício, Haddad interrompe canto em seu nome e exalta legado de Lula

O ex-prefeito de SP apresentou-se como parte do "time" do ex-presidente, que o indicou para substituí-lo na disputa após ter a candidatura negada

09:53 · 15.09.2018 / atualizado às 10:00 por FolhaPress
Em comício, Haddad interrompe canto em seu nome e exalta legado de Lula
Fernado Haddad disse que decidiu ajudar porque acredita em Lula e ressaltou que, em três dias de campanha, sua chapa alcançou o segundo lugar nas pesquisas ( Foto: Ricardo Stuckert / Twitter / @haddad_fernando )

Em seu primeiro comício como candidato do PT à Presidência, na noite desta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, Fernando Haddad apresentou-se como parte do "time" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou para substituí-lo na disputa após ter a candidatura negada.

No início do discurso, Haddad foi rápido ao interromper a militância que gritava "Ole olá, Haddad lá", puxando o canto "Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo". Foi assim, também, que finalizou sua fala (com o adendo "Lula livre!").

"Lula resolveu entrar em campo com o time dele que somos nós", afirmou. Segundo Haddad, o ex-presidente entende que é um time e que o time entrou em campo com outra escalação.

"Não é Haddad e Manuela [D'Ávila, sua vice] que estão na chapa. São 40 anos de militância para mudar esse país."

Haddad disse que decidiu ajudar porque acredita em Lula e ressaltou que, em três dias de campanha, sua chapa alcançou o segundo lugar nas pesquisas.

Ele também afirmou que mexeram com o "cara" errado, o partido errado e o povo errado. 

Repetindo discurso tradicional de Lula, Haddad disse, ainda, que parte da sociedade ficou incomodada com a ampliação do acesso dos mais pobres às universidades e aos aeroportos. 

Segundo o candidato, eles queriam um Brasil mais parecido com Miami, com uma senzala à disposição. "Isso que eles pensam da vida. A gente falou não. Não vai ter mais casa grande e senzala."

E fez uma ressalva, em aparente aceno ao empresariado com quem Lula dialogou: poderia até haver gente rica "fazendo grana", mas não pobreza extrema. 

Também estiveram no ato Manuela D'Ávila, sua vice, Marcia Tiburi, candidata do PT ao governo do Rio, e Lindbergh Farias, candidato do PT à reeleição no Senado, entre outros nomes.

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