Luto

Dilma acompanha velório do ex-marido

A ex-presidente não falou com a imprensa sobre a morte de Carlos Araújo, pai de sua única filha

18:37 · 12.08.2017 / atualizado às 18:50 por Estadão Conteúdo
marido dilma
A causa da morte de Araújo não foi divulgada ( Foto: Divulgação )

Amigos, familiares e políticos, passam pelo Salão Julio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para dar o último adeus ao ex-deputado Carlos Araújo, que morreu no início da madrugada deste sábado, 12, em Porto Alegre.

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Entre os presentes no velório, que ocorre desde às 15 horas, está a ex-presidente Dilma Roussef com quem Carlos Araújo foi casado. Dilma está em uma sala reservada do salão e ainda não falou com a imprensa. 

O ex-secretário de Políticas de Turismo, Milton Zuanazzi, lembrou da simplicidade do amigo. "Carlos era na vida privada como era na vida pública. Um homem extremamente posicionado politicamente e com uma capacidade imensa de fazer qualquer interlocução com qualquer partido. Foi um líder dentro desta Assembleia", recordou Zuanazzi.

Para o ex-ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), o ex-deputado Carlos Araújo foi um bom exemplo dentro da política estadual. "Araújo marcou a vida política do Estado, por toda a sua história. Isso nos orgulha muito, porque éramos muito amigos", disse Tarso.

Declaração de Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota sobre a morte do ex-deputado. 

"Carlos Araújo manteve durante toda a sua vida a militância e coerência política, a honestidade e o compromisso com a defesa dos trabalhadores e do Brasil. A democracia brasileira deve muito ao empenho e coragem de Carlos Araújo durante a ditadura militar. Na volta da democracia ajudou a fundar o PDT, representou o povo gaúcho e atuou como advogado na defesa dos trabalhadores. Nesse momento de perda, minha solidariedade à presidenta Dilma Rousseff, à sua filha, Ana Paula, aos seus netos Guilherme e Gabriel, e todos os familiares e amigos de Carlos Araújo", diz a nota.

Ontem, Lula e Dilma estiveram juntos na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de janeiro. Lá foi lançado um livro de juristas sobre o processo em que ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mês passado.

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