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Deputados do Ceará analisam semana de votações na Câmara

Até quarta-feira (21), foi programado um esforço concentrado para as votações para que os parlamentares do Nordeste possam ser liberados para participar das festas de São João

17:52 · 19.06.2017 / atualizado às 18:04 por Ana Carolina Curvello
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Na Câmara, deputados da base aliada já se articulam para barrar a denúncia que o procurador-geral da República fará contra Temer no Supremo na próxima semana ( Foto: Arquivo )

Após a entrevista do dono da JBS, Joesley Batista, detalhando sua relação com o presidente, Michel Temer, na revista Época do último fim de semana, as tensões devem aumentar no Congresso Nacional. Na Câmara, deputados da base aliada já se articulam para barrar a denúncia que o procurador-geral da República fará contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana. Se o presidente obtiver apoio de 172 deputados, o STF fica impedido de abrir ação penal para investigá-lo.

Até quarta-feira (21), foi programado um esforço concentrado para as votações para que os parlamentares do Nordeste possam ser liberados para participar das festas de São João, que tradicionalmente deixam o plenário vazio. Entre os projetos em pauta, está o que muda as regras de arquivamento das propostas no fim da legislatura, com o objetivo de diminuir o acúmulo de proposições não apreciadas. 

Na avaliação do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE), independente das novas denúncias, o legislativo não pode parar. "A cada dia é um novo fato mas temos a responsabilidade na parte legislativa, portanto as reformas não podem parar", disse.

O parlamentar tucano ainda criticou o fato da oposição obstruir todas as votações. "É importante a oposição protestar mas precisam apresentar uma nova proposta, em momento algum apresentam uma nova alternativa", declarou.

Para o deputado Danilo Forte (PSB/CE), o Congresso precisa suspender o recesso diante da crise que se instalou no País. "Não vamos sair da crise, sem avançar nas reformas. Quanto mais demorarmos votar, mais difícil será encontrar uma solução e quanto mais retardar, mais sofrimento vem para a população", explicou.

O deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE) entende que a Câmara não está trabalhando a todo vapor.  "O governo quer ganhar tempo para que a reforma da Previdência seja aprovada pelo cansaço. Ninguém olha para o Congresso com bons olhos", disse.

Senado

No Senado, a tensão se volta para a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e para a situação do senador afastado Aécio Neves (PSDB/MG). A primeira turma do Supremo vai analisar nesta terça-feira (20) o pedido de prisão do ministro Edson Fachin contra o senador tucano. 

As votações em Plenário serão definidas na reunião de líderes marcada para esta terça-feira. Entre as proposições, esta a Proposta de Emenda à Constituição que prevê uma série de alterações no sistema político brasileiro, como o fim da reeleição e novas regras para o Fundo Partidário.

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