Repasse de Verbas

Críticas do Esporte e da Cultura são 'compreensíveis', diz Jungmann

O governo destinará parte dos recursos das loterias federais, que iria para o Ministério da Cultura e do Esporte, para segurança pública

Na terça-feira (12) os ministérios da Cultura e do Esporte divulgaram notas se queixando que a destinação para a segurança pública vai reduzir recursos recebidos das loterias pelas pastas ( Foto: Arquivo/Agência Brasil )
14:51 · 13.06.2018 por Agência Brasil

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse, nesta quarta-feira (13), que são “compreensíveis” as críticas das pastas da Cultura e do Esporte sobre a destinação de parte dos recursos das loterias federais para a segurança pública. Jungmann disse que com o teto de gastos, no entanto, será preciso tirar de uma área para ampliar a dotação de outra.

“A Presidência da República junto com a área econômica está buscando alternativas para atenuar essa transferência. Agora, vamos nos acostumar com isso porque doravante ampliar recursos numa área significa ter que tirar de outra”, disse em entrevista a jornalistas após participar do Seminário Nacional de Segurança Pública.

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Com o teto de gastos não temos como fazer uma suplementação como anteriormente. Agora para ampliar a dotação de uma área tem que tirar de outra".

Na segunda-feira (11), o presidente Michel Temer sancionou o projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e assinou a medida provisória que direciona parte da arrecadação com as loterias federais para a segurança pública. Para este ano, serão R$ 800 milhões apenas dessa fonte e a estimativa é que, em 2022, os recursos cheguem a R$ 4,3 bilhões.

Na terça-feira (12) os ministérios da Cultura e do Esporte divulgaram notas se queixando que a destinação para a segurança pública vai reduzir recursos recebidos das loterias pelas pastas.

Jungmann, disse que, no caso do Esporte, o que foi tirado não atinge o esporte paralímpico, nem o Comitê Olímpico Brasileiro. Ele acrescentou que os recursos a serem repassados para a segurança pública estavam contingenciados, ou seja, que o ministério não podia efetivamente gastar. Jungmann afirmou que na área da Cultura ocorre o mesmo que no Esporte.

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