"extraordinário"

Congresso tende a tornar Ministério da Segurança Pública definitivo, diz Jungmann

O ministro disse acreditar que a proposta será votada sem dificuldade na Câmara dos Deputados e depois seguirá para o Senado

13:03 · 13.06.2018 / atualizado às 13:10 por Estadão Conteúdo
Congresso tende a tornar Ministério da Segurança Pública definitivo, diz Jungmann
Embora Raul Jungmann diga que o ministério será definitivo, o próximo presidente da República, no ano que vem, pode decidir extingui-lo ( Foto: Agência Brasil )

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira (13), que o ministério deve perder o caráter "extraordinário" e passará a integrar a estrutura do governo de forma permanente. Jungmann disse acreditar que a proposta será votada sem dificuldade na Câmara dos Deputados e depois seguirá para o Senado. Segundo ele, líderes partidários avaliaram que não haverá obstrução. 

A mudança foi fruto de uma emenda parlamentar acatada pelo relator da matéria na comissão mista, senador Dário Berger (MDB-SC), com apoio do governo. 

"A criação de um ministério extraordinário foi uma maneira que você teve de fazer a criação de uma maneira mais rápida", justificou Jungmann sobre o fato do presidente Michel Temer ter criado a pasta em caráter extraordinário. 

Embora Jungmann diga que o ministério será definitivo, o próximo presidente da República, no ano que vem, pode decidir extingui-lo. O ministro disse duvidar que o futuro presidente vá "passar a borracha" nesse ministério. 

Jungmann falou à imprensa após participar do Seminário Nacional da Segurança Pública, na Academia Nacional de Polícia Federal com o presidente Michel Temer e o ministro Torquato Jardim (Justiça). 

Durante a abertura do seminário, o presidente Temer também mencionou em seu discurso que o ministério deve ganhar caráter definitivo. "A 'extraordinariedade' derivou precisamente da hipótese de costear uma dificuldade legal de criar um novo ministério. Agora, o Congresso Nacional, que sempre colaborou conosco, traz a ideia de fazê-lo definitivo", disse Temer.

Concurso

Jungmann disse que assinará ainda nesta quarta-feira o edital de um concurso para 500 vagas na Polícia Federal. De acordo com o ministro, as vagas serão distribuídas entre 150 delegados, 60 peritos criminais, 180 agentes, 80 escrivães e 30 papiloscopistas. 

Quando assumiu a pasta, em fevereiro, Jungmann anunciou que o governo realizaria o concurso para aumentar o quadro da PF como parte da estratégia do ministério de fortalecer o combate ao crime no País.

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