Maioria da População

Com percepção de que situação do País piorou, Temer diz que avanços não são divulgados

A última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira (11), mostrou que 72% da população entendem que a situação econômica do País piorou nos últimos meses

O discurso de que seu mandato recuperou a economia foi explorado pelo presidente durante todo o seu mandato ( Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil )
14:42 · 12.06.2018 / atualizado às 14:52 por Folhapress

Com a percepção da maioria da população de que a situação do País piorou, o presidente Michel Temer saiu em defesa, nesta terça-feira (12), de sua própria gestão e disse que os avanços econômicos não estão sendo "integralmente divulgados".

Em cerimônia de assinatura da regulamentação do código da mineração, ele afirmou que, segundo um ranking de preferência de investidores estrangeiros, o País passou da sétima para a quarta posição nos últimos dois anos.

O presidente, contudo, não especificou a que ranking se referia. Segundo assessores presidenciais, ele falava de levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) que, na verdade, compara os anos de 2016 e 2017.

A última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira (11), mostrou que 72% entendem que a situação econômica do País piorou nos últimos meses.

"Não é sem razão que o Brasil subiu da sétima para a quarta posição de preferencia dos investidores estrangeiros nesses dois últimos anos. Tema que não é muitas vezes sustancialmente ou integralmente divulgado. Mas eu faço questão de repeti-lo aqui", disse.

O discurso de que seu mandato recuperou a economia foi explorado pelo presidente durante todo o anúncio. Para ele, nos últimos dois anos, foram aceleradas iniciativas que estavam "paralisadas" e "estagnadas".

"Ao longo desses dois anos, várias matérias que estavam assim posicionadas vieram à luz por hábitos deste governo", disse.

Segundo ele, a seis meses do final de seu mandato, ao código da mineração é "quase um fecho" das reformas feitas pelo Palácio do Planalto.

"As novas regras não são obras de voluntarismos e não são imposições de cima para baixo, mas fruto de muito diálogo com a sociedade", disse.

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