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'Certamente será necessário' liberar recurso a SP após desabamento, diz Temer

Ele assegurou que o Ministério da Integração Nacional está cuidando do assunto

O presidente também comentou sobre a necessidade de aprovação de uma verba extra para cobrir um buraco em fundo garantidor de exportações decorrente de inadimplência por parte da Venezuela e de Moçambique ( Jose Cruz Agencia Brasil )
14:56 · 02.05.2018 / atualizado às 14:58 por Estadão Conteúdo

O presidente da República, Michel Temer, disse, nesta quarta-feira (2), que "certamente será necessário" liberar recursos para São Paulo por causa do desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida no centro da cidade no feriado de 1º de maio. "Se for necessário, liberaremos", disse Temer. E em seguida emendou: "Certamente será necessário." 

Temer deu a declaração ao chegar ao Itamaraty para almoço em homenagem ao presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse. "O Ministério da Integração (Nacional) está cuidando disso", completou Temer, sem precisar quanto seria o valor do eventual repasse. 

O presidente também comentou sobre a necessidade de aprovação de uma verba extra para cobrir um buraco em fundo garantidor de exportações decorrente de inadimplência por parte da Venezuela e de Moçambique. "Líderes estão fazendo esforço. Se não der hoje, será na segunda", afirmou, referindo-se à votação do projeto de lei que abre crédito suplementar de R$ 1,164 bilhão para reforço do Orçamento. 

O texto foi enviado ao Congresso na sexta-feira e os parlamentares estão convocados para uma sessão nesta quarta para deliberar sobre a matéria. 

Semana passada, o governo anunciou que seriam necessários recursos extras para cobrir dívidas não honradas pela Venezuela e Moçambique em empréstimos pelo BNDES e bancos internacionais que têm como avalista o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda. As dívidas vencem no próximo dia 8.

O Congresso já havia reprovado crédito de R$ 1,5 bilhão para honrar essas dívidas. O pedido do valor adicional tinha sido incluído no projeto de lei do Congresso número 4. O projeto previa um crédito de R$ 4,2 bilhões, mas os parlamentares retiraram R$ 1,2 bilhão que seriam repassados ao FGE, deixando apenas R$ 300 milhões para o fundo.

Assim, o governo se viu obrigado a enviar um novo projeto. Semana passada, o próprio presidente Temer chamou uma reunião de emergência com líderes de bancada no Congresso e fez um apelo para que aprovem o projeto autorizando o crédito suplementar ao Orçamento. A sessão do Congresso já está marcada para as 17 horas.

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