lava-jato

Após STF tirar de Moro menções a Lula, procuradores negociam delação de Renato Duque

O ex-diretor de Serviços da Petrobras é apontado como principal operador do PT no esquema de corrupção da estatal

Renato Duque possuiria um amplo arquivo de provas documentais do repasse de propinas da Odebrecht ( Foto: Agência Brasil )
10:55 · 30.04.2018 / atualizado às 11:19

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar das mãos do juiz Sergio Moro trechos da delação da Odebrecht que citam o ex-presidente Lula, as tratativas sobre a delação do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, foram retomadas pelos procuradores da Lava-Jato em Curitiba. As informações são do jornal O Globo.

Renato Duque, preso desde 2014, é apontado como principal operador do PT no esquema de corrupção da Petrobras, ocorrido durante os governos Lula e Dilma. O ex-diretor da Petrobras teria se tornado um “ativo” nas investigações da Lava-Jato por guardar um amplo arquivo de provas documentais do repasse de propinas da Odebrecht ao esquema da estatal. Com os trechos da delação da empreiteira que citam Lula fora das atribuições de Moro, o material oferecido por Duque se tornou novamente relevante.

Na semana passada o ex-ministro Antonio Palocci já havia fechado delação com a Polícia Federal. A delação do ex-ministro e a possível colaboração do ex-diretor da Petrobras devem dar um novo impulso à Lava-Jato, culminando na abertura de novos inquéritos e operações.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.