Mouco admite relação com JBS, desde 2010

00:00 · 20.05.2017 / atualizado às 01:02

Brasília. Marqueteiro do presidente Michel Temer, o publicitário Elsinho Mouco divulgou nota na sexta-feira (19), para explicar a sua relação com os executivos do grupo JBS.

Segundo ele, sua relação com o grupo começou em 2010, quando foi procurado para desenvolver trabalho de marketing político para a pré-candidatura ao governo de Goiás de um de seus sócios, Júnior Batista, irmão de Joesley.

"Em 2014, fui novamente contratado com o mesmo objetivo, mas, pela segunda vez, Junior desistiu da candidatura. Em ambas as ocasiões as notas fiscais foram emitidas normalmente".

Elsinho teria recebido R$ 3 milhões em propina da JBS na campanha de 2010. Em 2012, Temer teria pedido mais R$ 3 milhões para a campanha de Gabriel Chalita, cujo marqueteiro seria também Elsinho. E, em 2016, o dono da JBS teria dado R$ 300 mil em espécie ao marqueteiro para que ele organizasse a defesa de Temer na internet.

Elsinho rebate as informações dizendo que, em 2012, não foi o responsável pelo marketing político da campanha de Chalita à prefeitura de São Paulo.

O marqueteiro diz ainda na nota que em meados de 2016 recebeu um convite de Joesley para ir à sua casa para tratar de comunicação digital.

"Chegando lá, me reuni com ele, com seu pai, José Batista, e seu irmão Wesley. Discutimos o momento político do País e as possibilidades de Júnior Batista se candidatar", explicou o marqueteiro em sua nota.

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