Desde domingo

Mortes na Grande Belém superam 30

Após assassinato de policial militar, a região metropolitana da capital paraense registra onda de casos de execuções

A PM do Pará iniciou a operação Sáfara 3, de combate à criminalidade na Grande Belém, escolhendo os locais com base nas ocorrências criminais; só nos bairros do Bengui e Cabanagem, em abril, foram contabilizados 11 homicídios ( Foto: Ag. Pará )
00:00 · 03.05.2018

Belém. Cerca de 30 pessoas foram assassinadas no Pará desde o último domingo (29). Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, as execuções podem estar associadas à morte da cabo Maria de Fátima dos Santos na tarde daquele dia, dentro da própria casa, na cidade de Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Dados oficiais da secretaria confirmam a morte de 28 pessoas até a tarde de ontem, a maior parte moradora da região metropolitana. Ontem, os números não foram atualizados devido à manutenção no banco de dados da secretaria, mas a assessoria do órgão informou que novos casos ocorreram.

A imprensa local contabiliza 34 mortes. Parte das pessoas foi morta em unidades de saúde, como postos e pronto socorros.

Em nota, a secretaria informou que está tomando novas medidas para o enfrentamento da insegurança no Pará.

As ações incluem ampliação do número de policiais militares em atividade. Cerca de 800 agentes fortalecerão a rotina de policiamento, de acordo com a secretaria. Outra medida é a troca da empresa responsável pelo bloqueio de sinais de celulares em presídios, para efetivamente evitar que presos usem o equipamento para ordenar ataques.

A situação de violência preocupa. Apenas no último mês, três chacinas foram registradas, com suspeita de participação de facções criminosas. A secretaria informou que a investigação sobre a morte da PM está a cargo da Divisão de Homicídios.

O Ministério Público do Pará informou que apura se houve omissão e negligência do Comando Geral da PM na segurança da cabo. Isso porque, a policial já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte, mas não chegou a receber proteção, segundo o MP. Se comprovada a omissão, a autoridade da PM encarregada da segurança da militar poderá ser processada por homicídio culposo.

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