Envolvendo Petrobras

Moro condena 13 por corrupção nas obras do novo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes)

Entre os sentenciados, estão Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e o empreiteiro Léo Pinheiro ( Foto: AFP )
00:00 · 15.05.2018

Curitiba. O juiz Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o empreiteiro Léo Pinheiro e outras dez pessoas por corrupção nas obras do novo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, no Rio.

O caso envolve propina de R$ 20, 6 milhões, o equivalente a 2% do contrato da licitação. O dinheiro foi destinado a funcionários da estatal e políticos.

Ferreira foi sentenciado a nove anos e dez meses por lavagem de dinheiro de R$ 2, 1 milhões e associação criminosa. Ele foi preso em julho de 2016, quando foi deflagrada a 31ª fase da Operação Lava-Jato, chamada de Abismo. Em fevereiro do ano passado, Ferreira foi solto após pagar fiança de R$ 200 mil.

Moro ainda condenou por corrupção Duque e Pinheiro. Os dois estão presos em Curitiba, mas devem ter as penas abrandadas já que ambos têm colaborado com a Justiça.

A defesa do ex-tesoureiro reafirma sua inocência e informa que vai recorrer da decisão. O advogado de Duque, Antonio Figueiredo Bastos, não quis comentar a sentença.

Segundo a denúncia, um consórcio, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Construcap CCPS Engenharia e Schahin Engenharia, fraudou a licitação das obras da Petrobras para a ampliação do novo Cenpes por meio de pagamento de propinas a funcionários da estatal e a partidos políticos.

Instalado há 40 anos na Ilha do Fundão, no Rio, o Cenpes foi duplicado para atender ao desafio de buscar novas tecnologias para retirar petróleo de águas ultraprofundas, o pré-sal. Também foram condenados o operador e lobista Adir Assad, o ex-diretor da OAS Agenor Franklin Medeiros, o ex-vereador do PT Alexandre Romano, entre outros nomes denunciados.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.