Revela ministro

Milícias são principais suspeitas de matar Marielle

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, revelou, sem entrar em detalhes, que as investigações estão com "uma ou duas pistas fechadas" ( FOTO: AGÊNCIA BRASIL )
00:00 · 17.04.2018

Rio de Janeiro. As milícias são as principais suspeitas do assassinato há um mês da vereadora Marielle Franco (PSOL), anunciou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ontem.

Para a Polícia Civil do Rio, encarregada da investigação, "a hipótese mais provável é a atuação de milícias", disse Jungmann, em entrevista.

Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março com Anderson Gomes, motorista do carro em que a vereadora estava. O crime, que ainda não foi esclarecido, comoveu o País e o mundo.

As investigações "estão, hoje, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas", acrescentou.

Antes de se tornar, em 2016, a quinta vereadora mais votada do Rio, Marielle integrou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), sobre as milícias.

Essas milícias são integradas principalmente por ex-policiais ou por policiais corruptos que controlam e extorquem moradores das áreas sob o seu controle.

Escolta

"A CPI das milícias não foi brincadeira, não acabou em pizza. O que fizeram com Marielle mostra que é muito sério o que estamos vivendo no Rio", disse Freixo, ontem.

Dentre os 87 PMs requeridos à Assembleia Legislativa pela Secretaria de Segurança do Rio para reforço do policiamento, estão dois policiais que fazem a escolta pessoal de Freixo, ameaçado de morte há dez anos por causa da CPI.

O trabalho resultou no indiciamento de mais de 200 pessoas e prisão de líderes milicianos, o que lhe rende ameaças até hoje.

Jungmann disse, ontem, q ue os PMs que integram a escolta do deputado não serão retirados. Ele afirmou que 40% do efetivo à disposição da AL-RJ será mantido - o que inclui os homens que protegem o parlamentar.

Já a viúva da vereadora, Mônica Benício, disse, ontem, que a família não quer "qualquer resultado" das investigações. "Aguardaremos o tempo necessário para termos a verdade", afirmou Mônica após uma reunião com o delegado Rivaldo Barbosa.

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