Caso Marielle

Milicianos viram suspeitos de crime

00:00 · 14.04.2018

Rio de Janeiro. Um mês depois de a vereadora Marielle Franco (PSOL) ser assassinada, com quatro tiros, perto do centro carioca, sua família continua sem a resposta que espera desde 14 de março. Querem saber quem matou Marielle.

Grupos paramilitares em expansão no Estado são o principal foco da investigação do assassinato da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

A polícia investiga se dois homens executados esta semana em áreas dominadas por milícias estariam envolvidos diretamente com o crime. Também apura se teriam sido mortos como queima de arquivo. Oficialmente, a Secretaria de Segurança diz que as investigações continuam em sigilo. Muitas informações, porém, vazaram. Elas apontam para o envolvimento de milicianos no crime. A polícia vai comparar fragmentos de impressões digitais encontradas nas cápsulas achadas no local das mortes com as de dois homens assassinados esta semana.

Um deles era o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos. Foi morto no domingo passado na zona oeste, um reduto de milicianos. Conhecido como Alexandre Cabeça, era colaborador no gabinete do vereador Marcello Siciliano (PHS). O parlamentar foi ouvido como testemunha do caso.

O outro homem era Anderson Claudio da Silva. Era um subtenente reformado da PM, morto na terça passada, na mesma região. Também era suspeito de manter relações estreitas com as milícias. Desde o fim da CPI das Milícias, o número de grupos paramilitares no Rio mais do que dobrou, segundo o Ministério Público. As comunidades carentes sob o comando de milícias passaram de 41 para 88.

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