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Marina: eleição de 2014 foi 'fraude'

00:00 · 28.04.2018
Marina Silva
Marina Silva culpou ex-marqueteiro de Dilma pela origem de notícias falsos a seu respeito na web ( Foto: Folhapress )

São Paulo. Após dizer que não tem mágoas sobre os ataques recebidos do PT durante a campanha eleitoral de 2014, a presidenciável Marina Silva atribuiu ao ex-marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff (PT) a origem das notícias falsas.

"Costumo brincar que as fake news não foi o (presidente dos EUA, Donald) Trump que inventou. Foi o João Santana, na campanha da Dilma, porque me pintaram como se fosse uma exterminadora do futuro", declarou após participar na sexta-feira (27) de um debate com líderes sindicais da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Marina fez um mea culpa em relação ao apoio dado ao senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014, afirmando que não o apoiaria se fosse hoje.

"Hoje, com certeza não o apoiaria, e acho que a maioria dos que votaram no Aécio e na Dilma não votariam, porque os dois praticaram a mesmíssima coisa. Infelizmente, a eleição de 2014 foi uma fraude", disse.

Ela afirmou que a Lava-Jato fez um grande serviço e sugeriu que a população faça a operação "Lava Voto", se colocando como uma alternativa à polarização no País. Ainda que perca uma parcela do eleitorado, ela diz celebrar a decisão do ex-ministro Joaquim Barbosa -sondado para a disputa pelo PSB- de entrar na política, uma vez que a encara como um serviço. "Não coloco a minha candidatura na condição de ter que desconstruir as demais candidaturas", disse.

Marina foi a primeira pré-candidata à Presidência a aderir a um movimento que propõe o "uso ético da tecnologia" durante a eleição. Sob o slogan "Não Vale Tudo", organizações da sociedade civil elaboraram uma carta-compromisso para tentar evitar o jogo sujo eleitoral, especialmente na internet.

O documento foi organizado pelos institutos AppCivico, Idec, Internet Lab, Instituto Tecnologia & Equidade, Instituto Update, Transparência Partidária e Open Knowledge Brasil.

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