De Geraldo Alckmin

Marconi Perillo vai coordenar campanha política

Ex-governador de Goiás assumiu tarefa de atrair partidos do centro e cogitou até apoio da sigla de Michel Temer

00:00 · 15.06.2018
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Peessedebista, anunciado como coordenador político tucano, estimou que, em 30 dias, a sigla fechará alianças para eleição de outubro ( Foto: Agência Brasil )

Brasília. Para pacificar o PSDB, o pré-candidato do partido à Presidência, Geraldo Alckmin, anunciou, ontem, a escolha do ex-governador de Goiás Marconi Perillo como o coordenador político de sua campanha.

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Na sede nacional do PSDB, Perillo disse que a meta da campanha é a "concertação" com os partidos do centro democrático, e não descartou o apoio do MDB.

Alckmin esteve em Brasília para acelerar as negociações com outros partidos: esteve com os presidentes do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva, e do PROS, Eurípedes Junior. O tucano estava sendo pressionado e decidiu reforçar seu núcleo de campanha. Outros dirigentes serão chamados. Mas ele fará a interlocução com presidentes de partidos, como pediu Paulinho, quando necessário.

"Pedi ao Marconi que vai coordenar essa área política, vai ajudar nesta conversa política em vários estados, porque eleição não é só para presidente da Republica. A gente deve fazer em equipe. Claro que, sendo pré-candidato, eu converso com as pessoas e gosto disso. Mas é importante você ter parceiros para ajudar. Por isso, pedi ao Marconi para coordenar essa área política", disse Alckmin.

Candidato ao Senado, Perillo disse que "dá tempo" de fechar as alianças em 30 dias. "Dá tempo, está todo mundo preocupado com o futuro do Brasil".

Alckmin se reuniu com o presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, para tratar de uma aliança em torno do seu nome, com o apoio dos chamados partidos de centro. Alckmin foi aconselhado por Paulinho a ser o negociador direto com os presidentes dos demais partidos, sem delegar essa função política.

Além disso, Paulinho disse que, da sua parte, a aliança poderá ser em torno do nome do próprio Alckmin, mas ainda há negociações em curso com os pré-candidatos Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos).

Doria

Em evento ontem para anunciar o apoio do DEM a sua candidatura ao governo de São Paulo, o ex-prefeito João Doria (PSDB) disse esperar que sua coligação estadual se espelhe na eleição nacional, em torno de Alckmin, e voltou a afirmar que não disputará a Presidência.

"Peço que o senhor fique mesmo em São Paulo", disse Milton Leite (DEM), presidente da Câmara de Vereadores da capital paulista, citando o "quadro nacional confuso".

Em resposta ao comentário do vereador, Doria disse que o PSDB "só tem um candidato: Geraldo Alckmin" e foi aplaudido pelos correligionários. Afirmou ainda que trabalha para construir a coligação para um único nome de centro, "preferencialmente em torno de Alckmin".

Acompanhado dos líderes dos partidos que compõem sua coligação - PTC, PSD, PRB e DEM-, Doria comparou o seu grupo de apoiadores com uma seleção de futebol. "Sabemos controlar a bola, fazer gols e jogar unido", disse o tucano. O evento estava marcado para começar no mesmo horário da partida de abertura da Copa do Mundo, que era exibida em um telão antes do início da cerimônia.

Sem citar o nome, Doria alfinetou o antigo aliado e futuro rival nas urnas, Márcio França (PSB), governador de São Paulo. Com o apoio do PP, que irá oficializar hoje, França terá em torno de 20 minutos diários de inserção em rádio e televisão. Com o DEM, Doria fica na casa dos 18 minutos. "Não basta ter mais tempo de TV, é preciso ter desempenho de TV", afirmou o tucano sobre sua coligação que, segundo ele, "tem história".

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