VEREADORA ASSASSINADA

Mãe de Marielle diz confiar na Justiça

00:00 · 10.08.2018
Marinete Silva
Marinete Silva disse que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, deverá dar uma resposta ao crime ocorrido no Rio em março ( Foto: Agência O Globo )

Rio de Janeiro. Às vésperas de completar cinco meses do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), a mãe dela, Marinete Silva, disse, ontem, que confia na Justiça. Seis dias depois de se reunir com o papa Francisco, ela afirmou que acredita que as investigações mostrarão os responsáveis pela execução da vereadora e do motorista Anderson Pedro Gomes.

"Eu estou acreditando muito nessa equipe (de investigadores) e nós vamos chegar em quem planejou porque não adianta falar hoje, depois de cinco meses, quem praticou, isso não vai nos consolar, mas sim quem planejou, quem está por trás de tudo isso", afirmou Marinete Silva. No último dia 2, Marinete Silva e um grupo de brasileiros se reuniram com o papa Francisco, na Sala Santa Marta, na residência oficial do pontífice. O encontro foi organizado por movimentos sociais para falar sobre violações de direitos humanos.

No encontro, Marinete Silva presenteou o papa com uma camiseta com a fotografia de Marielle Franco.

Francisco retribuiu entregando um terço para a mãe da vereadora e todos os presentes.

"Ele queria conhecer a história dessa mulher que está movendo o mundo de uma forma legal e transparente".

Investigações

Para a mãe da vereadora, a afirmação do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, sobre a dificuldade de esclarecer o assassinato ante o "envolvimento de políticos e agentes do Estado" é uma indicação de que as autoridades dispõem de informações concretas sobre suspeitos. "Nós vamos esperar. A investigação continua. Ele acha que, em pouco tempo, teremos uma resposta e é isso que eu espero também", disse Marinete Silva.

Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça e seu motorista Anderson atingido por três balas. Eles estavam saindo de um evento político-cultural, no bairro de Estácio, no centro do Rio, quando foram mortos, em 14 de março deste ano.

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