Defesa

Lula: PGR tenta 'criminalizá-lo'

00:00 · 02.05.2018

Brasília. A defesa do ex-presidente Lula, condenado e preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, divulgou, ontem, nota, na qual contesta a mais recente denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o petista.

Os advogados do ex-presidente classificam a acusação formal de uma "nova investida" do Ministério Público Federal e argumentam que "a ausência de qualquer materialidade e a repetição de imputações descabidas ao ex-presidente Lula se sobressaem" na peça, baseada na delação premiada da Odebrecht, e enviada ao Supremo Tribunal Federal.

"Alguns membros do MPF, da menor e da maior hierarquia, simplesmente buscam criminalizar todo e qualquer ato de governo praticado por Lula mediante a aplicação da teoria do domínio do fato sem a presença dos elementos de responsabilidade necessários para essa finalidade, violando as bases do Estado de Direito e da própria democracia", diz a nota assinada pelos defensores Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou, na segunda-feira, Lula, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo por corrupção passiva. O empreiteiro Marcelo Odebrecht é acusado de corrupção ativa. De acordo com a denúncia, o PT teria uma espécie de conta com U$ 40 milhões mantida pela construtora para quitar despesas indicadas pelo partido, em troca de favorecimentos no governo federal.

Lula é acusado de ter dado o "aval presidencial" às operações - entre elas, há casos de financiamento de campanha pela empreiteira em troca do atendimento a interesses da empresa.

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