EM VÍDEO

Lula diz querer provar que o 'País pode ser diferente'

Condenado pelo juiz Sérgio Moro, o petista pode ficar inelegível caso sentença seja mantida pelo TRF4

00:00 · 17.07.2017
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Opinião do ex-presidente foi expressa em conta pessoal na rede Facebook. Ele criticou ainda o atual governo e o Congresso Nacional ( Foto: Agência France Presse )

São Paulo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, que vai dedicar o tempo de vida que lhe resta para provar que o Brasil pode ser diferente e que a situação socioeconômica atual dos brasileiros pode mudar. A opinião foi expressa em vídeo postado em sua conta no Facebook, em que criticou o atual governo e o Congresso Nacional que, de acordo com ele, está desmontando as conquistas dos trabalhadores.

"As pessoas no Brasil hoje estão com a autoestima baixa porque a economia está muito ruim, há uma desagregação do ânimo da sociedade por conta do desemprego", disse o ex-presidente. "Nós temos um governo que não representa absolutamente nada. Temos um Congresso desacreditado, que está desmontando conquistas dos trabalhadores nos últimos anos", continuou o petista.

Segundo ele, se as pessoas não tiverem autoestima, não tiverem esperança nas pessoas que governam o País, nada vai acontecer. "Todo mundo acorda azedo, todo mundo vai dormir azedo xingando os vizinhos. Ao invés de olhar para seus próprios defeitos, começam a culpar", observou o ex-presidente.

Momento de autoestima

Lula afirmou no vídeo que teve o prazer de viver no País o momento de maior autoestima do povo.

"As pessoas acreditavam, sonhavam, tinham emprego, queriam estudar. Tudo isso foi possível criar e agora nada parece ser possível. Nós precisamos voltar a ter autoestima, acreditar no País, acreditar no potencial do Brasil, acreditar que é possível um Brasil ser diferente", afirmou o petista. "Tenho consciência de que o Brasil, se governado por alguém que goste do povo, que conviva com o povo, que ouça o povo, pode melhorar. É nisso que eu acredito e quero dedicar o resto de tempo que tenho na minha vida para provar que estas coisas podem acontecer e que o Brasil poderá ser diferente", afirmou.

Lula disse ainda que o Brasil precisa de menos ódio e mais amor, de menos ódio mais paz, de menos ódio e mais tolerância, de menos preconceito e mais compreensão. "A gente tem que entender que há pessoas mais competente do que a gente, que crescem mais do que a gente, que pode trocar de carro e a gente não pode ter preconceito com as pessoas que progridem e nem ter inveja. A gente tem que torcer para que as pessoas possam vencer na vida porque se elas podem nós também podemos", aconselhou o ex-presidente.

Ele disse que essa é a sociedade com que sonha e quer ajudar a construir no resto de vida que ainda tem.

"Para a natureza parece que é pouco porque eu já tenho 71 anos, mas como eu acho que vou viver até os 100 anos, eu vou ter muito tempo pela frente para ajudar a construir o Brasil que todo mundo deseja", concluiu.

Indefinição danosa

Para o economista e filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca, é "vital para a democracia" que o Brasil saiba rapidamente se Lula poderá ou não concorrer à Presidência no ano que vem.

Se a condenação do ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro for mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) antes das eleições de 2018, o petista se torna inelegível.

Gianetti, 60, que foi assessor de Marina Silva (então no PSB, hoje na Rede Sustentabilidade) na campanha de 2014 defendeu que a Corte tome a decisão ainda no primeiro trimestre do próximo ano.

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